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GitHub escalona repositórios para milhares de agentes em um segundo

GitHub anunciou em novembro de 2026 uma arquitetura de armazenamento de Git capaz de lidar com 7,2 mil pushs por segundo em um único repositório, suportando até 5 mil agentes concorrentes.

Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

GitHub escalona repositórios para milhares de agentes em um segundo
Imagem: Reprodução · GitHub · reprodução · licença não declarada

GitHub anunciou em novembro de 2026 uma arquitetura de armazenamento de Git capaz de lidar com 7,2 mil pushs por segundo em um único repositório, suportando até 5 mil agentes concorrentes. A mudança é parte de um projeto interno que já está em funcionamento enquanto o sistema atual segue rodando.

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GitHub não só dobrou a capacidade de escrita em repositórios como também separou o armazenamento do processamento. Antes, a infraestrutura precisava ser única para gerenciar dados e requisições, o que limitava o escalonamento. Agora, o sistema usa virtual replicas baseadas em Azure Blob Storage para replicar dados sem sincronizar todo o conteúdo. Isso permite que apenas as atualizações de referências — que são mínimas — sejam sincronizadas entre nós.

A arquitetura prioriza dois princípios: minimizar coordenação e desacoplar armazenamento de computação. Isso significa que enquanto os agentes escrevem em massa, o sistema não precisa esperar por consenso para atualizar o histórico de commits. A ideia é que a maior parte dos dados seja armazenada de forma imutável e distribuída, enquanto apenas as mudanças pontuais (como links para novos arquivos) precisam ser sincronizadas.

Para testar a nova infraestrutura, GitHub realizou testes internos que demonstraram capacidade de processar 7,2 mil pushs por segundo em um único repositório, com latência de leitura consistente. A empresa afirma que a solução é compatível com o fluxo tradicional de Git: os desenvolvedores ainda podem push, fetch e branch como antes, mas agora com suporte para milhares de agentes trabalhando simultaneamente.

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O que ainda não é público A arquitetura está em fase interna desde maio de 2026, mas não há detalhes sobre quando será liberada para uso geral. A empresa não especifica custos ou requisitos técnicos para migração, mas o projeto já está sendo aplicado em 99,99999% dos repositórios, migrando-os para o Azure. A limitação mais clara é que a mudança não afeta repositórios antigos que ainda rodam na infraestrutura tradicional.

No contexto do setor, a mudança é uma resposta direta ao crescimento acelerado de agentes autônomos em desenvolvimento. Antes, sistemas como o GitHub dependiam de nodos únicos para processar commits, o que limitava a velocidade e a confiabilidade em ambientes de alta concorrência. Agora, a solução permite que equipes usem ferramentas como GitHub Copilot sem depender de uma única instância de processamento.

A empresa não revela benchmarks externos, mas os testes internos já mostram um ganho de até duas ordens de magnitude em escalabilidade. O desafio agora é garantir que a nova infraestrutura não sobrecarregue os servidores de leitura, já que cada push gera um aumento exponencial de requisições (CI, deployments e outros agentes consultando o histórico). GitHub diz que está focado em reduzir custos de leitura quando nada muda — o caso mais comum.

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Fonte: Comunicado oficial · Como produzimos as matérias