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TechCrunch lista 42% de projetos de IA que fecharam em 2026

Relay, Character.ai e Sora integram lista de fracassos que expõe fragilidade do setor

Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

TechCrunch lista 42% de projetos de IA que fecharam em 2026
Imagem: Reprodução · TechCrunch AI · reprodução · licença não declarada

O TechCrunch publicou em 24 de outubro de 2026 uma lista dos projetos de inteligência artificial que fecharam ou não atenderam às expectativas este ano. Segundo a S&P Global Market Intelligence, 42% das iniciativas de IA dentro de empresas são abandonadas antes de gerar valor.

Projetos abandonados mostram lição de mercado

A Relay, ferramenta de automação de workflows com IA lançada como alternativa ao Zapier, encerrou as atividades em agosto de 2026. O produto permitia que usuários automatizassem fluxos de e-mails e tarefas usando agentes de IA. Character.ai, plataforma de chatbots que operava havia cinco anos, pediu falência em outubro de 2026.

Segundo a S&P Global Market Intelligence, 42% das iniciativas de IA dentro de empresas são abandonadas antes de gerar retorno. As causas variam: falta de financiamento, dificuldades técnicas, competição acirrada, problemas de escalabilidade ou simplesmente ausência de demanda real. Muitos desses projetos nem chegam a sobreviver dentro das próprias companhias que os criaram.

Gigantes também erram: Apple e Microsoft na lista

A OpenAI não escapou dos fracassos. Em julho de 2026, a empresa tentou transformar o ChatGPT em um “super app”, unificando modos de chat, código e trabalho em uma única interface. A mudança foi revertida em poucos dias após reclamações de usuários sobre confusão e poluição visual. Outros produtos da casa não tiveram a mesma sorte: o navegador com IA ChatGPT Atlas durou menos de um ano antes de ser descontinuado em agosto. O mesmo ocorreu com o Operator, agente que executava tarefas na web em nome do usuário. A OpenAI também integrou o DALL-E ao ChatGPT, reduzindo o papel da ferramenta como produto independente. O Sora, plataforma de geração de vídeos por IA, fechou em março de 2026 devido a custos operacionais elevados e dificuldade para reter usuários.

A Apple coleciona atrasos. O novo Siri com IA, prometido como parte do Apple Intelligence em 2024, só chegou ao iOS 27 beta em julho de 2026 para usuários de inglês. O lançamento foi marcado por múltiplas adiamentos por “problemas de engenharia e bugs”. A demora custou caro: a empresa fechou acordo de US$ 250 milhões para resolver acusações de marketing enganoso sobre as capacidades de IA do iPhone 16.

A Microsoft tentou emplacar o Recall, recurso de “memória fotográfica” para Windows que tirava capturas de tela periódicas para busca posterior. O anúncio em 2024 gerou polêmica imediata por questões de privacidade e segurança. Após quase um ano de adiamento para reavaliar proteções, o Recall voltou com controvérsias: um pesquisador de segurança criou ferramenta para extrair dados capturados, reacendendo dúvidas sobre a eficácia das correções. A Notion, por sua vez, lançou o Notion Mail em abril de 2025 como produto de e-mail com foco em IA, mas a iniciativa não teve continuidade divulgada publicamente.

A lista do TechCrunch não é um rol de erros pontuais. É um retrato de um setor que superestimou a capacidade de adoção e subestimou a complexidade de transformar promessas em produtos úteis. O cemitério de projetos de IA em 2026 serve como advertência: inovar não é lançar mais modelos, mas garantir que eles resolvam problemas reais antes de esgotar recursos e expectativas.

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Fonte: Comunicado oficial · Como produzimos as matérias