Showtime põe agentes de código para criar vídeo local sem usar a nuvem
Criado sob licença MIT, projeto dispensa chaves de API e roda em ferramentas como Claude Code e Cursor a partir de comandos em texto simples.
Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

Quem precisa transformar código em vídeo explicativo quase sempre esbarra em editores manuais caros ou serviços de nuvem que cobram por minuto. Para resolver esse atrito, Favio Vazquez lançou em 28 de setembro de 2026 o Showtime, ferramenta de código aberto sob licença MIT que coloca agentes de inteligência artificial para dirigir animações técnicas. O projeto acumulou 302 estrelas no GitHub. O sistema atende desenvolvedores que usam assistentes como Claude Code, Codex e Cursor e precisam criar vídeos sem transferir arquivos confidenciais para servidores de terceiros.
O software opera como um estúdio local no qual o desenvolvedor descreve a cena em uma frase e o assistente assume o roteiro, a sonoplastia e a montagem. O computador do usuário processa gráficos animados, locuções, legendas e trilhas sonoras sem consumir chaves de API nem serviços externos. Em um teste da versão 0.4.1 com imagens da NASA e música de Scott Buckley, o programa gerou 55 segundos de vídeo em 2 minutos e 23 segundos usando uma CPU de 64 núcleos. O motor funciona sem placa gráfica dedicada.
Renderização pesada acontece direto no processador
O fluxo de trabalho oferece modos que definem quanta autonomia o agente recebe antes de começar a renderizar. A opção rápida assume premissas em uma linha e inicia o trabalho, enquanto o modo de estúdio monta conceito, trilha sonora e storyboard em um painel local. Ao terminar a montagem, o comando showtime qa aciona uma revisão crítica e grava o resultado na pasta showtime-out/ com final.mp4, poster.jpg e arquivos de trabalho. O sistema nunca sobrescreve gravações anteriores.
Quem instala a ferramenta precisa apenas do gerenciador uv e do ambiente Node.js na versão 20 ou mais recente. O comando npx skills add FavioVazquez/showtime habilita o estúdio em assistentes como Devin, OpenCode, Claude Code e Cursor. Na primeira execução, o agente avisa o tamanho dos arquivos e baixa até 0,75 GB de pacotes, ocupando cerca de 1,8 GB na pasta ~/.showtime e reservando bibliotecas como Manim para quando o roteiro pedir. O processo consome poucos minutos.
Projeto recente traz correções rápidas mas pede cautela
Apesar do interesse da comunidade, o projeto completou apenas 28 dias de existência até a chegada da versão 0.4.6 em 16 de outubro de 2026. Com 26 forks e 22 issues abertas no GitHub, Favio Vazquez registrou o último commit em 17 de outubro de 2026 para corrigir falhas apontadas por usuários. A versão 0.4.6 endureceu o comando check, que agora reprova cortes sem WebGPU e detecta palavras sobrepostas no canvas, além de baixar uma cópia do ffmpeg com a instrução setup --home. O código ainda muda semanalmente.
A licença MIT permite alterar e distribuir o código em produtos comerciais sem pagar direitos ao criador. A ferramenta não atende equipes que buscam plataformas na nuvem ou editores visuais tradicionais baseados em arrastar e soltar. O motor exige processador potente. Projetos com grandes volumes de dados também encontram limites técnicos imediatos, pois o módulo de importação recusa planilhas com texto na coluna strength e barra arquivos JSON com mais de 1,6 milhão de dois-pontos.
- Python
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- GitHub
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