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Oracle coloca ChatGPT e Codex na rotina de 100 mil funcionários

Mais de 100 mil funcionários da empresa usam os modelos da OpenAI para acelerar tarefas em recrutamento, engenharia e TI.

Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

A OpenAI publicou nesta quinta-feira (8 de outubro de 2026) que mais de 100 mil funcionários da Oracle utilizam o ChatGPT Work e o Codex em rotinas internas de recrutamento, engenharia e tecnologia da informação. A equipe de recursos humanos e os times técnicos trocaram análises manuais que demoravam dias por fluxos automatizados executados em minutos. O caso serve para organizações de grande porte que tentam medir o ganho operacional da inteligência artificial aplicada diretamente a processos de negócio. A mudança atinge a operação interna da multinacional de software.

Na área de recrutamento, os profissionais usam o ChatGPT Work para rodar uma ferramenta de inteligência de mercado desenvolvida internamente. O sistema recebe a descrição de uma vaga, pesquisa cargos equivalentes, compara faixas de remuneração e analisa a oferta de candidatos nas regiões avaliadas. Esse levantamento consumia entre dois e quatro dias de trabalho especializado. Com a plataforma, o tempo de preparação antes da conversa com o gestor da vaga caiu para uma faixa de 15 a 20 minutos. A empresa padronizou o processo. Jan Ackerman, vice-presidente sênior e chefe global de aquisição de talentos da Oracle, afirma que o fluxo garante o mesmo nível de dados independentemente de qual recrutador conduza a triagem.

Modelos geram SQL e guiam resposta a incidentes

No Oracle Applications Lab, os engenheiros estruturaram uma ontologia com os objetos, as relações e as regras de negócio da companhia para que o Codex converta perguntas em linguagem comum diretamente em comandos SQL confiáveis. Em vez de abrir chamados ou buscar relatórios prontos, o usuário descreve o resultado final que precisa obter. O Codex identifica quais sistemas internos acionar, reúne os registros e devolve a resposta. O processo reduziu horas de busca para segundos. Richard Lam, vice-presidente de grupo do laboratório, relata o caso de uma funcionária que conferiu o retorno automatizado com o relatório manual anterior e encontrou números idênticos.

A engenharia de confiabilidade de sites (SRE) aplica a mesma tecnologia na operação de produção para ler incidentes e selecionar os manuais técnicos adequados de resposta. Em ocorrências simples, a equipe reduziu o tempo de resolução de uma hora para alguns minutos. Os engenheiros dedicam menos esforço à coleta manual de contexto e mais tempo à tomada de decisão. O sistema não funciona sem supervisão humana. Lam adverte que o time precisa definir a arquitetura e a segurança antes de deixar o modelo estruturar o código.

Executivos alertam para o risco de código órfão

O comunicado oficial destaca que a rapidez na geração de software exige controle técnico constante para evitar passivos. Segundo Lam, equipes que usam o Codex sem manter a responsabilidade sobre o código gerado acumulam pilhas de sistemas impossíveis de manter no longo prazo. O executivo defende diretrizes rígidas de governança para que a automação não crie dependências técnicas invisíveis. A supervisão evita códigos sem dono.

Barry Shilmover, vice-presidente e assessor técnico do CIO da Oracle, afirma que a estratégia interna trocou a elaboração de especificações no papel pela criação direta de protótipos funcionais com o Codex. Como se trata de um estudo de caso divulgado pela OpenAI em conjunto com uma cliente corporativa, o material reflete apenas relatos internos selecionados e não traz auditorias independentes de custo ou falhas. A Oracle não divulgou métricas sobre eventuais erros nas consultas SQL ou custos totais de infraestrutura. As duas companhias tratam o formato como base para novos fluxos em outros departamentos.

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Fonte: Comunicado oficial · Como produzimos as matérias