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Infraestrutura e MLOps

OpenAI detalha como opera o Habitat para atender 1 bilhão de usuários

Plataforma de armazenamento online sustenta 70 milhões de requisições por segundo e guarda mais de 500 petabytes de dados em 40 regiões.

Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

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A OpenAI revelou em 11 de setembro de 2026 como opera o Habitat, a plataforma interna de armazenamento online que atende mais de 1 bilhão de usuários semanais do ChatGPT. O sistema processa mais de 70 milhões de requisições por segundo e armazena mais de 500 petabytes de dados em quase 40 regiões geográficas. A tecnologia sustenta cada login, verificação de configuração do Codex e nova conversa aberta nas aplicações da companhia. Para os engenheiros de produto da empresa, a camada elimina a necessidade de gerenciar bancos de dados diretamente.

De biblioteca em Python a serviço centralizado

O Habitat estreou no DevDay de 2023 para dar suporte aos GPTs, funcionando inicialmente como uma biblioteca de cliente escrita em Python conectada a um único banco de dados. Naquela largada, o código traduzia comandos simples para o Azure Cosmos DB e resolvia tarefas básicas sem exigir conhecimento de infraestrutura dos desenvolvedores. A ferramenta assumiu a responsabilidade por checagem de esquema, roteamento, autorização, criptografia, serialização, formatação de requisições e pool de conexões. Isso poupou esforço das equipes internas. Com o tempo, os próprios times adicionaram suporte a cache no cliente e compressão diretamente na biblioteca.

A demanda cresceu mais de dez vezes ao ano durante três anos consecutivos. Em meados de 2025, a execução direta no lado do cliente bateu no teto operacional. Alterações de protocolo com compatibilidade retroativa tornaram-se inviáveis porque a empresa somava dezenas de serviços diferentes e não mantinha controle centralizado sobre as atualizações. Quando a equipe técnica tentou migrar conjuntos críticos de dados para contas distribuídas do Azure Cosmos DB para reduzir o raio de impacto de eventuais quedas regionais, o processo travou na burocracia de coordenar versões.

Para destravar a operação, a OpenAI transformou a biblioteca em um serviço independente. A separação lógica isolou a camada de persistência e criou um ponto único de controle para publicação de código, observabilidade e melhorias na plataforma. A mudança também permitiu esconder do desenvolvedor de produto a origem física do dado, seja ele vindo do Azure Cosmos DB, de caches ou de outras mídias. O serviço manteve Python na pilha de atendimento, uma escolha incomum para tráfego dessa magnitude.

Detalhes técnicos e métricas ficam para o próximo relato

A publicação é a primeira parte de uma série de dois artigos assinada pela própria OpenAI sobre o crescimento de sua infraestrutura. O texto funciona como um relato institucional e traz apenas as métricas gerais de pico declaradas pela empresa, sem abrir auditoria externa ou números de latência ponta a ponta. Engenheiros acostumados a projetar sistemas para saltos de dez vezes a cada poucos anos precisam confiar nas afirmações da companhia sobre capacidade.

A empresa afirma que o sistema gerencia mudanças de dados via CDC e absorve gargalos de computação e armazenamento enquanto ganha tempo para investimentos estruturais. O anúncio, contudo, postergou temas cruciais de arquitetura para a segunda parte da série. Ficaram de fora a estratégia de otimização de leitura em camadas, a confiabilidade em cenários multi-inquilino em escala e os detalhes da parceria técnica com a Microsoft para expandir o Azure Cosmos DB. A OpenAI não informou quando publicará o próximo texto.

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Fonte: Comunicado oficial · Como produzimos as matérias