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Nvidia anuncia DLSS 5 com renderização neural em 4K para placas RTX 50

Tecnologia usa quadros gerados pelo motor gráfico para recalcular luz e texturas sem alterar a geometria da cena.

Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

Nvidia anuncia DLSS 5 com renderização neural em 4K para placas RTX 50
Imagem: Reprodução · NVIDIA · reprodução · licença não declarada

A Nvidia apresentou o DLSS 5 em 22 de setembro de 2026, com um modelo de renderização neural guiada por 3D que roda localmente em resolução de até 4K. O recurso exige uma placa GeForce RTX Série 50 e processa a imagem como uma etapa final do pipeline gráfico dos motores de jogos. A técnica atende desenvolvedores que precisam aumentar o detalhe de iluminação e materiais sem desmanchar a geometria criada pelos artistas. O estúdio Visual Concepts já adotou a tecnologia na produção de NBA 2K27 para tratar materiais e iluminação enquanto preserva rostos escaneados.

Diferente de modelos generativos que processam lotes de vários quadros fora de tempo real, o DLSS 5 adota uma regra estrita de entrada e saída de um quadro por vez. O sistema combina as cores do quadro com os vetores de movimento fornecidos pelo motor de jogo para manter a estabilidade temporal enquanto a câmera se desloca. Edward Liu, diretor de pesquisa aplicada em aprendizado profundo na Nvidia, e Gabriele Leone, diretor de tecnologia de conteúdo, afirmam que o modelo respeita a composição de cena, os buffers de iluminação e a identidade dos personagens. O frame original do motor serve como limite fixo. A IA só altera o que o desenvolvedor autoriza.

Controles manuais limitam a interferência da inteligência artificial

Os desenvolvedores escolhem entre diferentes modelos neurais e ajustam controles batizados de Structure Intensity e Tone Intensity para dosar detalhes de alta frequência e respostas de cor. O pacote inclui máscaras semânticas de IA para reter efeitos em elementos reconhecidos da cena, além de máscaras no nível do motor para isolar objetos específicos, como folhagens, vidros e gotas de água. A Nvidia sustenta que a tecnologia funciona com rasterização tradicional, mas entrega resultados mais exatos quando recebe iluminação baseada em traçado de raios ou path tracing. O comunicado vende a ideia de controle total, mas a empresa ainda precisa provar a estabilidade fora de testes de laboratório.

Pacote expande inferência local com modelos Gemma4 e Llama

Além do DLSS 5, a empresa atualizou o conjunto de ferramentas para personagens virtuais Nvidia ACE com o Nemotron Speech 3.5 Streaming para reconhecimento de voz de baixa latência e o Qwen3 TTS para conversão de texto em fala com suporte a ajustes finos. O Nvidia In-Game Inferencing SDK recebeu suporte ao RTX Spark, integração com Gemma4, um plugin para Stable Diffusion e otimizações de desempenho no llama.cpp para executar IA local ao lado dos gráficos. A fabricante também liberou no GitHub o SDK do RTX Mega Geometry 2.0, voltado para fluxo de dados de malhas densas. A tecnologia foi demonstrada com um modelo glTF texturizado do monstro Zorah e deve chegar em breve ao jogo Gears of War: E-Day.

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Fonte: Comunicado oficial · Como produzimos as matérias