Nova ferramenta em Python leva auditoria de redes sem fio para múltiplos sistemas
Software elimina a dependência de drivers complexos e permite auditar conexões sem fio diretamente via USB em Linux, Windows e macOS.
Edição: Anderson Gomes
· 4 min de leitura
O projeto wifit3, criado por derv82, propõe uma solução em Python para auditoria de redes sem fio com operação exclusiva por adaptadores USB. A ferramenta ganhou tração recente com a marca de 217 novas estrelas no período e o lançamento da versão v0.7.0 em 2026-11-03, alcançando 3.060 estrelas. O sistema resolve conflitos históricos de versões de drivers no núcleo dos sistemas operacionais e dispensa ferramentas externas complexas ao incorporar uma pilha própria de rede sem fio.
Dados rápidos
- Repositório: derv82/wifit3
- Licença: GPL-2.0
- Linguagem: Python
- Estrelas e forks: 3.060 estrelas e 306 forks
- Posição no ranking: não informado no repositório
- Data da consulta: 2026-11-03
O problema da fragmentação de drivers em testes sem fio Auditorias de segurança em redes sem fio tradicionalmente exigem a instalação de ferramentas legadas e a configuração minuciosa de módulos no núcleo do sistema operacional. Esse cenário costuma gerar falhas recorrentes de compatibilidade no Linux e esbarra em restrições severas de captura de pacotes na interface de rede NDIS do Windows.
A exigência de pacotes auxiliares como aircrack-ng ou reaver torna o ambiente de teste propenso a conflitos entre versões de bibliotecas e dependências de compilação. Profissionais que precisam alternar entre computadores portáteis com diferentes plataformas frequentemente encontram dificuldades para replicar os mesmos procedimentos operacionais.
O projeto remove essa barreira arquitetural ao transferir a pilha de rede sem fio para o espaço do usuário, conceito técnico chamado de userland. Essa escolha dispensa utilitários externos tradicionais e viabiliza a execução idêntica do fluxo de auditoria em Linux, Windows e macOS.
Arquitetura em Python e etapas de configuração O aplicativo foi estruturado em Python e apoia sua comunicação de baixo nível nas bibliotecas PyUSB e Textual, permitindo a exibição de uma interface gráfica diretamente no terminal. Ao assumir o controle do adaptador USB homologado, o programa envia e recebe quadros brutos sem recorrer a componentes externos do sistema operacional.
A execução pode ocorrer diretamente por meio de arquivos binários pré-compilados ou a partir do código-fonte gerenciado pela ferramenta uv, mantida pela Astral. A preparação do ambiente e o início da execução a partir do código-fonte demandam os comandos documentados no projeto:
uv sync
uv run wifit3
A preparação inicial do hardware ocorre de forma assistida no primeiro acionamento dentro da interface. Em sistemas Linux, o aplicativo solicita permissões via pkexec ou sudo para gravar regras no subsistema udev e gerar bloqueios no diretório modprobe. No Windows, o software solicita elevação de controle de conta de usuário para configurar o WinUSB, enquanto o macOS requer apenas a confirmação na caixa de diálogo de autorização ao conectar o dispositivo.
Principais casos de uso práticos
- Análise de espectro e mapeamento de estações: o módulo de varredura atua nas faixas de 2,4 GHz e 5 GHz com salto de canais, identificando a intensidade do sinal, cifras de criptografia e redes ocultas pelo cruzamento de endereços de pontos de acesso correlacionados.
- Captura de materiais de chave WPA e WPA2: o aplicativo realiza escuta passiva e envia desautenticações direcionadas para obter handshakes completos ou material PMKID, exportando os registros nos formatos pcap e hc22000 para análise posterior.
- Auditoria de mecanismos WPS: a suíte inclui a técnica PixieDust para recuperar credenciais explorando falhas em geradores de números pseudoaleatórios com segredos estáticos ou nulos, além de capturar a senha WPA imediatamente após o aperto do botão físico no roteador.
- Testes em redes legadas WEP: implementa rotinas para repetição de pacotes ARP, injeção de tráfego ChopChop, autenticação simulada e recuperação de chave criptográfica pelo algoritmo PTW.
Diferenças estruturais frente a utilitários tradicionais A comparação técnica com soluções clássicas evidencia divergências arquiteturais claras. Enquanto ferramentas antecessoras demandam compiladores locais e uma cadeia extensa de dependências binárias no sistema operacional, o wifit3 opera com zero dependências de execução externa, concentrando toda a lógica no interpretador Python e nas bibliotecas PyUSB e Textual.
Outra diferença prática reside na agregação de múltiplos adaptadores de rede. O operador pode utilizar várias placas USB conectadas simultaneamente para dividir o esforço de varredura entre canais ou destinar uma placa específica para a injeção de pacotes, preservando as demais dedicadas exclusivamente à captura contínua de dados no ar.
Cuidados operacionais e limitações técnicas
O funcionamento do utilitário depende da presença de ao menos um adaptador USB homologado, contemplando chipsets específicos de fabricantes como MediaTek, Realtek, Atheros e Ralink. Dispositivos de rede integrados internamente na placa-mãe de computadores portáteis não são aceitos pela arquitetura do programa.
A maturidade técnica demanda cautela, uma vez que o repositório foi criado em 2026-06-20 e registra 19 problemas técnicos em aberto na versão v0.7.0. O código é distribuído sob os termos da licença GPL-2.0, exigindo a disponibilização do código-fonte em projetos derivados. Dados relativos a endereço de site oficial e métricas em índices como Trendshift constam como não informado no repositório.
Resumo rápido
- Projeto: derv82/wifit3
- Licença: GPL-2.0
- Linguagem: Python
- Estrelas: 3.060
- Ranking: não informado no repositório
- Risco principal: dependência estrita de modelos homologados de adaptadores Wi-Fi USB
Fontes
- Repositório no GitHub: https://github.com/derv82/wifit3
- Versão mais recente: https://github.com/derv82/wifit3/releases/latest
- Python
- GPL-2.0
- Repositórios em Alta
- GitHub Trending



