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Heimstaden adota OpenAI na Europa e corta custo de imagem em 99%

Operadora imobiliária usa ChatGPT e Codex para avaliar 20 mil prédios, automatizar locações e economizar 130 mil euros na Holanda.

Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

Heimstaden adota OpenAI na Europa e corta custo de imagem em 99%
Imagem: Reprodução · user-images.githubusercontent.com · reprodução · licença não declarada

A operadora imobiliária Heimstaden anunciou nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026, a adoção de modelos da OpenAI para gerenciar milhares de residências espalhadas pelo mercado europeu. A parceria corporativa mobiliza o ChatGPT Enterprise e o Codex para automatizar anúncios de aluguel, sugerir preços dinâmicos e tabular riscos climáticos, registrando queda de 99% no custo de produção de imagens na Holanda. A decisão de acelerar os investimentos partiu da liderança executiva em junho de 2025, após testes comparativos com diferentes plataformas concorrentes. O trabalho humano valida cada etapa.

No mercado holandês, o gasto para produzir uma foto de apartamento com mobília digital caiu de cerca de € 50 para menos de € 0,10 por unidade. A operadora calcula que essa mudança isolada gera uma economia potencial de € 130 mil por ano apenas naquele país. O sistema agora sustenta os pontos críticos da locação: precificação por ferramentas no ChatGPT Sites, geração de descrições e estilos visuais, conferência de anúncios e retorno analítico sobre a concorrência. A equipe ajusta valores com rapidez.

Apesar da automação dos textos e imagens, os funcionários mantêm a responsabilidade final pela revisão e aprovação de cada anúncio veiculado. O diretor digital da Heimstaden, Nikolaj Brammer, afirmou que a estratégia se sustenta em três pilares: capacitação técnica das equipes locais, um escritório central de transformação apoiado por multiplicadores internos e a preparação da infraestrutura de dados da companhia. Brammer explicou que a empresa desmembrou processos centrais para intervir na engrenagem inteira, em vez de isolar tarefas simples. O plano exige disciplina operacional.

Analista usa Codex para mapear riscos ambientais

Fora dos departamentos formais de tecnologia e engenharia de software, a analista de sustentabilidade ambiental Julia Erlandsen utilizou o Codex para calcular riscos climáticos em todo o portfólio da empresa. A analista não possuía formação prévia em desenvolvimento de sistemas e enfrentava um cenário de registros dispersos em fontes públicas, formatos incompatíveis e bases heterogêneas. O modelo apoiou a busca, a limpeza e a padronização das informações, além de viabilizar a criação de fluxos contínuos de processamento. A especialista controlou o método aplicado.

O trabalho de análise processou 20.112 ativos imobiliários e gerou mais de seis milhões de linhas de dados estruturados para orientar investidores e atender exigências de relatórios regulatórios. O cálculo inicial previa que uma equipe de cinco especialistas demoraria um ano para concluir a demanda, mas duas pessoas entregaram o pipeline pronto em dois meses. A iniciativa também poupou a contratação de consultorias externas que normalmente realizariam a engenharia dos dados. Erlandsen agora desenvolve a solução internamente.

Autonomia predial ainda depende de supervisão

O co-CEO da Heimstaden, Helge Krogsbøl, declarou que o objetivo final mira prédios cada vez mais autônomos, capazes de antecipar manutenções, coordenar tarefas e embasar decisões em todas as fases do patrimônio. O anúncio distribuído pela OpenAI, contudo, revela um estágio prático bem mais contido: os números reais vêm de testes operacionais como o holandês e do empenho individual de analistas sem formação técnica. A visão de edifícios auto-operados continua sendo uma declaração de intenções corporativas, enquanto a operação cotidiana ainda depende do controle humano direto. A prática exige validação humana constante.

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Fonte: Comunicado oficial · Como produzimos as matérias