Meta lança versão do agente Muse para iPad com foco em pequenas empresas
Atualização do aplicativo para tablets da Apple amplia multitarefa e traz conexões com GitHub, Notion e Figma.
Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

A Meta lançou em 7 de outubro de 2026 uma atualização para o aplicativo Muse que adiciona suporte nativo ao iPad. O agente autônomo de inteligência artificial passou semanas como o programa gratuito mais baixado da App Store após estrear há quase um mês nos celulares. O sistema agora aproveita a tela maior do tablet e os recursos de multitarefa do iPadOS para quem gerencia tarefas comerciais e organiza fluxos de trabalho. A expansão acontece em ritmo bem mais rápido do que outros produtos da dona do Facebook.
A chegada ao iPad amplia a distribuição do software nas plataformas da Apple. Cerca de uma semana após o lançamento inicial no iPhone, a empresa já havia disponibilizado uma edição para computadores Mac voltada a rotinas de desktop, como a organização de arquivos no sistema operacional. A versão para iPad mantém o funcionamento visto nos telefones, mas ganha espaço visual para exibir painéis paralelos. O usuário pode operar múltiplos aplicativos enquanto o assistente processa demandas.
Conectores miram pequenas empresas e tarefas autônomas
Apesar do destaque para a nova tela, a Meta tratou a novidade com discrição nas notas de atualização do iOS. O suporte aos tablets ocupa apenas uma linha no fim da lista oficial de mudanças. O grosso das alterações mira quem comanda pequenos negócios e precisa integrar sistemas externos. A ferramenta ganhou portas de entrada para conectar programas como Canva, Dropbox, Figma, QuickBooks, GitHub, Zoom, Asana e Klaviyo, além de novos conectores diretos para o Granola e o Notion.
Com essas integrações, a Meta promete que o agente executa metas inteiras sem supervisão constante a cada etapa. O operador define um objetivo comercial e o Muse assume o planejamento de ações de marketing, a estruturação de apresentações de vendas para clientes e o desenvolvimento de "new product pages". Andrew Liszewski, repórter sênior do The Verge, destacou que a velocidade dessa adaptação contrasta com o histórico da empresa: o Instagram levou 15 anos para estrear no iPad. O empenho revela prioridade total.
Disputa direta contra concorrentes e avanço em hardware
O movimento coloca a empresa em confronto aberto com concorrentes diretos que disputam o mercado de agentes autônomos. A Meta desenhou o Muse para rivalizar com ferramentas consolidadas no setor, especificamente o OpenClaw, o ChatGPT's Dots e o Grok Bot. Todos esses serviços disputam a atenção de desenvolvedores e gestores de pequenas empresas dispostos a delegar operações cotidianas para modelos automatizados. A corrida por espaço nas plataformas da Apple dita o ritmo das entregas.
A estratégia da Meta para o agente vai além dos computadores e tablets tradicionais. A empresa já anunciou um aparelho portátil independente chamado Muse Charm, com formato que lembra um Tamagotchi, projetado para rodar o assistente sem depender de conexão com smartphone. Os engenheiros da marca também trabalham para embarcar o sistema diretamente em seus óculos inteligentes. O suporte ao iPad marca apenas o passo inicial dessa investida.
- The Verge AI
- Projetos de Código Aberto

GitHub usa agente de IA de código aberto para achar 24 falhas no Android
· 3 min de leitura

NVIDIA lança código em C++ para acelerar modelos locais em até 206 vezes
· 3 min de leitura

OpenAI publica provas matemáticas geradas por IA e divide pesquisadores
Empresa colocou preprints e código formalizado em Lean no GitHub, gerando debate com quase 900 comentários entre matemáticos e cientistas da computação.
· 4 min de leitura