Google lança Nano Banana 2.1 e reduz custo de geração de imagens pela metade
Modelo baseado no Gemini 3.6 Flash custa a partir de 3,36 centavos por imagem e substitui versão anterior com foco em eficiência.
Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

O Google lançou em 6 de outubro de 2026 o Nano Banana 2.1, modelo de inteligência artificial voltado para geração e edição de imagens. A ferramenta opera com base no Gemini 3.6 Flash, corta o custo de operação praticamente pela metade em relação à versão anterior e supera modelos mais pesados em testes sintéticos. A novidade reduz custos para desenvolvedores e empresas que dependem de produção visual em escala dentro dos serviços da companhia. O modelo anterior perde suporte em breve.
A nova versão substitui o Nano Banana 2, que chegou ao mercado em fevereiro de 2026. Em resolução 1K, o preço cobrado por imagem caiu de 6,70 centavos de dólar para 3,36 centavos. Nas resoluções maiores, o arquivo em 4K passou de 15,10 centavos para 7,56 centavos, enquanto a opção em 0,5K sai por 3,36 centavos e a em 2K custa 5,04 centavos. O Nano Banana Pro, baseado no Gemini 3 Pro Image, permanece como a opção mais cara do catálogo, cobrando 13,40 centavos por imagem em 1K e 24,00 centavos em 4K. O modelo inicial da família, o Nano Banana com Gemini 2.5 Flash Image, cobrava 3,90 centavos.
Benchmarks superam o Pro, mas testes práticos expõem falhas
O Google descreve o lançamento como a contraparte eficiente da linha Pro e afirma que o sistema melhorou "em todas as frentes". O software processa até 14 imagens de referência em uma única chamada e mantém consistência de até quatro personagens e dez objetos ao longo da conversa. O sistema também se conecta diretamente ao Google Search e oferece três níveis de raciocínio interno: mínimo, médio e alto. Esses modos alteram o resultado visual final.
Nos números divulgados pela empresa, o Nano Banana 2.1 com raciocínio ativado marcou 1050 pontos na preferência geral de texto para imagem, contra 935 pontos do Gemini 3 Pro Image. No design de infográficos, a versão com raciocínio atingiu 1048 pontos e acurácia de 0,521, superando os 912 pontos e 0,265 registrados pelo Pro. Em consistência com múltiplos personagens, o modelo registrou 1106 pontos com raciocínio e 1068 sem o recurso, diante de 1011 do Pro. Na edição com máscaras, marcou 1049 pontos contra 927 do Pro. O teste mede capacidade, não gosto.
Integração avança enquanto versão antiga tem desligamento marcado
O resultado técnico visto na tela nem sempre reflete o placar dos gráficos. Em testes práticos conduzidos por Matthias Bastian, do The Decoder, o Nano Banana Pro ainda entrega imagens mais realistas e naturais, principalmente em cores e proporções anatômicas. Em um teste com prompt detalhado no Google Flow envolvendo um cavalo montando um astronauta, o Nano Banana 2.1 errou a escala e desenhou o animal com o tamanho de um pônei. O Nano Banana 2 anterior também empatava com o Pro em testes antigos sem superá-lo visualmente. Um ganho maior de qualidade depende da chegada do Gemini 4 Argon, modelo anunciado pelo Google.
A distribuição do Nano Banana 2.1 já começou em sete produtos do Google: aplicativo Gemini, AI Mode na busca, Google AI Studio, Flow by Google, Stitch by Google, Google Ads e Gemini Enterprise Platform. Desenvolvedores que utilizam a interface de programação precisam atualizar seus fluxos de trabalho antes do fim do mês. A empresa marcou a desativação definitiva do antigo modelo gemini-3.1-flash-image para o dia 29 de outubro de 2026. O prazo é curto.
- The Decoder
- Modelos e LLMs
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