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Modelos e LLMs

Google cria ferramenta para montar jogos no navegador por texto

Sistema dispensa código ao usar modelos Gemini, Nano Banana e Lyria, enquanto projeto com a Unity mira criadores e artistas.

Edição: Anderson Gomes
· 2 min de leitura

Google cria ferramenta para montar jogos no navegador por texto
Imagem: Reprodução · The Decoder · licença livre · licença mit

O Google lançou em 7 de outubro de 2026 o Playground, plataforma no navegador que permite a adultos nos Estados Unidos criar jogos usando apenas texto. O sistema não exige conhecimento prévio de programação. O usuário define mecânicas, regras e gráficos por meio de diálogo em linguagem natural. A ferramenta serve para quem nunca programou, mas quer testar ideias na hora.

Quem utiliza o serviço ajusta a física, os personagens e o cenário durante o diálogo com a inteligência artificial. O criador testa as mudanças de imediato na mesma aba. A porta-voz do Google, Nia Carter, disse ao The Verge que a base técnica reúne os modelos Gemini, Nano Banana e Lyria. Essa combinação divide tarefas de texto, lógica e recursos audiovisuais. Não há instalação local.

Galeria pública passa por filtro e limita uso gratuito

O criador compartilha o jogo finalizado por link ou publica o projeto em uma galeria aberta. Determinados gêneros aceitam placares de pontuação e modo para múltiplos jogadores. O Playground não cobra mensalidade fixa para acesso básico, mas quem assina o Google One recebe limites semanais maiores de processamento. A franquia disponível depende da categoria da assinatura. O usuário gratuito para antes.

A galeria não exibe jogos de forma automática logo após o envio. Toda criação submetida passa por análise de segurança baseada nas diretrizes de comunidade do Google. Esse processo barra conteúdos que violem regras de convivência antes da exposição pública. A empresa controla o acervo.

Unity Spark mira artistas e programa teste fechado em 2026

O Google também anunciou com a Unity o Unity Spark, voltado para produção profissional de jogos. A ferramenta acessa os pacotes prontos da Unity Asset Store para acelerar o trabalho técnico de criação. O CEO da Unity, Matt Bromberg, afirmou que o Spark atende jogadores e artistas com ideias criativas que esbarravam na falta de técnica para programar. O foco sai do público amador e vai para quem produz conteúdo comercial.

O Unity Spark não estreou de forma ampla e promete apenas uma versão beta fechada durante 2026. O anúncio segue soluções semelhantes apresentadas por concorrentes diretos como Meta e Roblox, que também usam modelos de inteligência artificial para erguer ambientes jogáveis a partir de texto. As empresas disputam quem retira mais etapas manuais da construção de software.

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Fonte: Comunicado oficial · Como produzimos as matérias