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Modelos e LLMs

Executivos da OpenAI sabiam que pirataria em massa para IA era ilegal

Documentos de ação em Nova York revelam uso consciente de livros protegidos e previsão de desemprego para autores como George R.R. Martin.

Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

Executivos da OpenAI sabiam que pirataria em massa para IA era ilegal
Imagem: Reprodução · authorsguild.org · reprodução · licença não declarada

O tribunal de Nova York liberou em 21 de setembro de 2026 documentos em que executivos da OpenAI admitem o treino de modelos com livros piratas. A ação do Authors Guild reúne autores como George R.R. Martin, John Grisham e Jodi Picoult, acusando também a Microsoft de apoiar a infração. O processo gerou 632 pontos e 623 comentários no Hacker News ao expor que diretores previram desemprego em massa para escritores. A disputa atinge quem desenvolve inteligência artificial.

O diretor de políticas Jack Clark declarou em maio de 2020 que modelos como GPT-X iriam substituir o trabalho de pessoas e gerar demissões. Clark decidiu lançar a tecnologia mesmo sabendo disso. Em 2022, a OpenAI contratou Tarun Gogineni para treinar sistemas capazes de autocompletar romances de ficção. Gogineni admitiu a meta de usar o GPT-5 para concluir a saga de George R.R. Martin caso o criador morresse cedo.

Entre a infração consciente e o avanço da automação

A comunidade técnica se dividiu entre condenar o crime intencional e aceitar a quebra de regras como parte da evolução tecnológica. O usuário usernametaken29 cobrou punição penal para quem ocultou a prática: "Se isso não colocar ninguém na prisão, então podemos declarar os direitos autorais mortos. Eles sabiam que violaram a lei e depois cobriram isso deliberadamente. Quanta evidência a mais é necessária aqui?". Já papergirl destacou mensagens internas em que pesquisadores tentavam esconder o uso de dados de um site russo suspeito para proteger a imagem pública da OpenAI: "Documentos judiciais recém-divulgados citam um pesquisador da OpenAI dizendo: 'Eu só estava preocupado com a ótica — isto é, a OpenAI usa dados protegidos por direitos autorais de um site russo suspeito aparecer no HN seria lamentável'". A conduta revoltou desenvolvedores.

Por outro lado, engenheiros encararam as reclamações sobre desemprego como reação previsível de setores superados pela automação. O usuário handoflixue comparou o impacto da IA com marcos industriais do passado: "É impressionante o peso que 'eles estão destruindo empregos' carrega. Ouso dizer que os fabricantes de carros sabiam do impacto deles sobre a indústria de cavalos e charretes. Fabricantes de calculadoras arruinaram o sustento de matemáticos e contadores. A tecnologia tem o papel de deixar pessoas sem trabalho ao inventar formas melhores de fazer as coisas". Na mesma linha, Skyy93 afirmou que o Authors Guild atua como grupo de pressão para distorcer o debate público: "Esta é uma organização de lobby usando apenas os pedaços que gosta para empurrar sua própria agenda. 'Site russo suspeito', que tal usar uma descrição mais clara como: Uma biblioteca para compartilhar livros e artigos que deveriam ser em parte de domínio público porque foram pagos pelo público". A história da tecnologia sempre atropelou barreiras.

O consenso sobre o estrago e o impacto para engenheiros

Apesar do atrito, os dois lados concordam que os executivos planejaram substituir trabalhadores humanos desde o começo do projeto. Ninguém no fórum nega que a OpenAI usou dados pirateados e sabia exatamente o prejuízo que causaria ao mercado editorial. Mary Rasenberger, diretora executiva do Authors Guild, afirmou que as mensagens revelam desdém pelos escritores ao trocar obras humanas por conteúdo gerado por IA. Os autos eliminaram a desculpa de acidente técnico.

O processo deixa em aberto se a Justiça americana vai condenar criminalmente os executivos ou se aceitará a pirataria como dano colateral aceitável. Essa indefinição pressiona diretamente engenheiros que constroem pipelines de dados e modelos fundacionais em grandes empresas. Equipes de engenharia não podem mais alegar desconhecimento sobre a procedência das bases usadas no treinamento de modelos. O risco jurídico virou realidade imediata.

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