Anthropic torna modo automático padrão do Claude Code em 14 de agosto
A mudança vale para clientes Pro, Max e Team em novas sessões.
A mudança vale para clientes Pro, Max e Team em novas sessões.
A Anthropic anunciou em 8 de agosto que o Claude Code usará o modo automático como padrão em novas sessões da maioria dos planos Pro, Max e Team a partir de 14 de agosto. O recurso decide sozinho quais ações o agente pode executar, em vez de pedir aprovação humana a cada etapa. Em um teste com 1.053 usuários pagos, o modo bloqueou 89% dos comandos perigosos. A mudança afeta quem usa o Claude Code nesses planos.
Antes, o Claude Code dependia de confirmações frequentes para executar ações. A Anthropic agora considera esse modelo menos seguro porque usuários aprovam comandos depois de muitas solicitações. A empresa chama esse problema de “confirmation fatigue”. Clicar em “OK” a cada poucos passos desgasta a revisão humana.
A avaliação com 1.053 testadores mediu esse comportamento. Durante cada sessão, os pesquisadores trocaram uma solicitação comum de permissão por um comando claramente perigoso. Apenas 13,6% dos participantes recusaram a ação.
O modo automático teve desempenho melhor nesse teste. Ele bloqueou 89% das ações perigosas, mas deixou passar 11%. A própria diferença mostra a limitação declarada: o recurso reduz o risco, mas não impede todo comando danoso.
O teste tratou de ações acidentais, como apagar arquivos errados ou limpar um banco de dados de produção. Ele não prova que o agente ficará seguro em qualquer ambiente. Também não mede sozinho o risco de instruções maliciosas escondidas em conteúdo externo.
A Anthropic também divulgou uma avaliação sobre prompt injection, ataque que insere instruções maliciosas em arquivos, páginas ou outros conteúdos consumidos pelo agente. A empresa contratou a Trajectory Labs para testar diferentes modelos nas versões públicas mais recentes do Claude Code e do Codex disponíveis em 17 de julho de 2026.
O estudo usou 72 cenários de ataque indireto mantidos fora das avaliações da Anthropic. Ao todo, os pesquisadores fizeram 720 tentativas contra Claude Fable 5, Opus 5 e Sonnet 5 rodando no modo automático. Nenhuma tentativa teve sucesso, segundo o comunicado da empresa.
Esse resultado ainda vem de um teste encomendado pela própria Anthropic. Simon Willison, autor do relato, pediu confirmação independente antes de considerar o problema resolvido. Ele lembrou que a avaliação não esclarece como o modo automático lidaria com um pacote de terceiros malicioso.
O exemplo envolve um pacote que instrui o agente a baixar arquivos de modelo antes de rodar a suíte de testes. Nesse cenário, o comando uvx fetch-model-files . poderia chamar outro pacote, capaz de extrair dados disponíveis. O comando seguinte seria uv run pytest. A dúvida permanece: o modo automático conseguiria reconhecer essa cadeia como ameaça?
A mudança amplia o uso padrão do agente dentro dos planos cobertos, mas não transforma o Claude Code em um sistema sem risco. Cat Wu disse que quase todas as pessoas na Anthropic já usam o modo automático e afirmou que a empresa mitigou praticamente todos os ataques nas categorias avaliadas. A Anthropic também havia dito que publicaria avaliações nas semanas seguintes; o comunicado reúne esses resultados, mas não elimina a necessidade de testes externos.