Tencent abre memória de equipe para agentes de IA com 17 mil estrelas
Código aberto transforma conversas, docs e código em quatro ativos reutilizáveis; versão 2.0.0 saiu em agosto.
Código aberto transforma conversas, docs e código em quatro ativos reutilizáveis; versão 2.0.0 saiu em agosto.
A Tencent lançou em código aberto um hub de memória para agentes de inteligência artificial. O TencentDB Agent Memory transforma conversas, documentos e código em quatro ativos reutilizáveis — Chat Memory, Skill, Wiki e CodeGraph — e entrega essa memória ao próximo agente que entrar na sessão. O repositório no GitHub acumula 17.477 estrelas e 1.566 forks; a versão 2.0.0 foi publicada em 3 de agosto. Serve para equipes que rodam agentes como Claude Code e não querem repetir contexto a cada interação.
A arquitetura tem três peças. O memory-core guarda os dados. O memory-hub é o painel de administração, onde você cria times e agentes, define visibilidade (private, team, restricted) e monta o "loadout" de cada agente — quais memórias ele carrega e em que ordem. O memory-proxy é o ponto de entrada: fala os protocolos Anthropic e OpenAI, então funciona com Claude Code e outros agentes, e a cada mensagem injeta no system prompt a memória relevante daquele agente.
A extração é automática. De conversas, o sistema passa por quatro níveis: L0 (registro bruto), L1 (fatos), L2 (cenários) e L3 (cognição de longo prazo). De tarefas concluídas, ele monta Skills — procedimentos reutilizáveis com versão, passos e regras de validação. Documentos viram páginas Wiki com grafos de links, prática que o README atribui a Karpathy. O CodeGraph indexa símbolos, arquivos e chamadas do repositório, então o agente faz análise de impacto antes de tocar no código. A v2.0.0 adicionou arquivamento forçado de Skills e sincronização automática do CodeGraph quando o repositório muda.
O proxy autentica via x-tdai-user-key, troca por user_id no núcleo e controla o acesso por usuário. Tudo roda em Docker, com imagens multi-arquitetura (linux/amd64 e linux/arm64). O painel abre em localhost:8125.
Para adotar: clone o repositório, entre em deploy/global-images, copie .env.example para .env, preencha duas chaves de LLM — uma para o grupo de memória, outra para o proxy — e rode ./start-all.sh. O script sobe os três serviços, gera um .admin-key na primeira execução e imprime um comando pronto para colar direto no Claude. Na primeira interação, o proxy pergunta qual time, agente e tarefa; ele guarda essa escolha e injeta a memória correspondente nas próximas mensagens.
O projeto tem 122 dias de vida — criado em 7 de abril, último commit em 6 de agosto. 17 mil estrelas em quatro meses chama atenção, mas 548 issues abertas mostram que o código ainda está amadurecendo. A licença está marcada como NOASSERTION, ou seja, não é uma licença padrão como MIT ou Apache 2.0; quem quiser uso comercial precisa ler os termos do repositório com cuidado. Isso pesa contra adoção em empresas grandes.
Para quem trabalha sozinho ou com um único agente sem necessidade de memória compartilhada, a ferramenta adiciona peso desnecessário: são três serviços para manter, duas chaves de API de LLM para configurar e um painel inteiro para administrar. A memória de equipe compensa quando há vários agentes, vários projetos e a repetição de contexto vira o custo dominante.