Simon Willison cria chat no navegador para testar APIs de IA
Ferramenta conecta endpoints compatíveis com OpenAI Responses, incluindo modelos locais no LM Studio e serviços do OpenRouter.
Ferramenta conecta endpoints compatíveis com OpenAI Responses, incluindo modelos locais no LM Studio e serviços do OpenRouter.
Simon Willison publicou em 15 de agosto de 2026 o CORS Chat, uma interface web para conversar com qualquer endpoint compatível com OpenAI Responses que aceite cabeçalhos CORS. A ferramenta ajuda a testar o Qwen 3.8 27B no LM Studio em um M5 MacBook Pro e em um NVIDIA DGX Spark. Ela serve para quem precisa comparar modelos locais e serviços acessíveis por API sem trocar de interface.
O CORS Chat roda no navegador e envia as solicitações diretamente ao endpoint configurado pelo usuário. O serviço permite cadastrar cabeçalhos personalizados, escolher modelos, ajustar configurações de raciocínio e manter várias sessões de conversa.
As conversas ficam salvas no navegador. O usuário também pode exportá-las como JSON para copiar e colar em outro lugar, sem depender de uma conta ou de um banco de dados descrito no anúncio.
A exigência técnica central aparece no próprio nome da ferramenta: o endpoint precisa liberar requisições de origem cruzada por meio de cabeçalhos CORS. Sem essa permissão, uma página web não consegue chamar livremente uma API hospedada em outro endereço.
Willison testou o CORS Chat contra o LM Studio usando a opção --cors e contra o OpenRouter. Segundo ele, os dois funcionaram. O comunicado, porém, não apresenta números de latência, taxa de erro, comparação de desempenho ou teste independente dessas integrações.
O autor criou a ferramenta para testar o Qwen 3.8 27B em duas máquinas diferentes: um M5 MacBook Pro e um NVIDIA DGX Spark. O texto não informa o desempenho do modelo em nenhuma delas, nem diz quanto tempo cada resposta levou.
A interface também identifica imagens SVG que o modelo produz durante a resposta. Em vez de esperar o fim da geração, o CORS Chat atualiza a imagem progressivamente enquanto recebe os tokens.
Esse recurso depende de o endpoint transmitir a resposta em fluxo e de o modelo gerar SVG reconhecível pela interface. O anúncio descreve o comportamento, mas não mede seu atraso nem informa quais outros formatos de imagem a ferramenta aceita.
A página do CORS Chat está disponível no endereço publicado por Willison. Para acessá-la, o usuário precisa ter um endpoint OpenAI-Responses-compatible com suporte a CORS, além dos cabeçalhos e credenciais exigidos pelo serviço escolhido.
A ferramenta não substitui o LM Studio, o OpenRouter ou o modelo usado na conversa. Ela funciona como uma camada web para exercitar esses endpoints. O anúncio também não informa suporte a APIs incompatíveis, autenticação específica, instalação local, licença do código ou uma versão para uso sem navegador.
Willison diz que montou o CORS Chat com GPT-5.6-Sol xhigh. Essa informação registra como ele produziu a ferramenta, não uma avaliação do modelo nem uma prova de que o código gerado funcione em outros ambientes. O comunicado apresenta dois testes bem-sucedidos, mas ainda não mostra documentação de implantação, limites operacionais ou resultados fora dessas combinações.