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Modelos e LLMs

Replit troca Anthropic pela OpenAI como padrão para criar software

Amjad Masad anunciou a mudança no TechCrunch Disrupt, mas usuários ainda podem escolher modelos Claude na plataforma em nuvem.

Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

Replit troca Anthropic pela OpenAI como padrão para criar software
Imagem: Reprodução · TechCrunch AI · licença livre · licença MIT

O cofundador e presidente-executivo da Replit, Amjad Masad, anunciou na quinta-feira durante o evento TechCrunch Disrupt que a OpenAI substituiu a Anthropic como fornecedora padrão de inteligência artificial da plataforma. A Replit comercializa um ambiente de desenvolvimento de software em nuvem onde programadores e fundadores criam e publicam aplicações diretamente pelo navegador. O assistente Replit Agent passa a operar com os modelos da OpenAI por definição inicial, alterando a base técnica de quem programa no serviço. A troca mexe com custos.

Masad justificou a virada por desempenho, economia e proximidade entre as empresas, ampliando a parceria que a Replit havia fechado com a OpenAI em agosto. Testes internos e públicos realizados pela companhia mostraram que os modelos Sol e Astra superam concorrentes na criação de aplicações do zero no formato de vibe coding. "Acho o ChatGPT melhor agora", declarou o executivo no palco ao defender a OpenAI como parceira mais vantajosa para o momento atual. Os testes ditaram a escolha.

Modelos Claude continuam disponíveis aos desenvolvedores

Apesar da fala inicial no evento sugerir rompimento imediato, Masad procurou amenizar o tom dias depois e esclareceu que a Anthropic continua no catálogo do serviço. "A Replit continua agnóstica a modelos", garantiu o executivo ao TechCrunch, afirmando que os usuários ainda têm a opção de selecionar manualmente a família Claude ou outros sistemas suportados. Como a grande maioria dos clientes mantém a configuração sugerida pela ferramenta sem fazer alterações manuais, a OpenAI deve absorver quase todo o tráfego de geração de código. A inércia define o faturamento.

Nos bastidores, fontes ligadas às empresas contestaram a ruptura ventilada no palco e uma pessoa que pediu anonimato assegurou que a parceria técnica segue em vigor. O próprio material promocional da Replit desmente um desligamento abrupto, já que o blog da companhia citava os modelos Claude Fable 5 e Claude Fable 5.1 em produção no fim de setembro. Por volta do mesmo período, funcionários da área de produto compartilharam elogios públicos na rede social X sobre o uso do modelo emblemático Opus 5.5. Os registros desmentem o rompimento total.

Contratos com empresas sustentam alta da receita

A dependência mútua era profunda: antes do acerto com a OpenAI, a Replit usava os modelos da Anthropic para sustentar sua plataforma e figurava entre os cinco maiores clientes da fornecedora. No palco do Disrupt, Masad afirmou que contratos corporativos saltaram de 2% da receita no ano passado para 15% neste ano, enquanto as vendas B2B já ultrapassam 50% de todo o negócio. O executivo evitou divulgar os números consolidados de receita recorrente anual, mas declarou nos bastidores que espera obter mais da metade do faturamento com empresas e governos em 2027. O faturamento migra para empresas.

Para convencer esses grandes compradores institucionais, Masad defendeu medidas rígidas de segurança técnica e comparou o ambiente de que os agentes precisam ao conforto de um escritório com computadores e ar-condicionado. Na visão do executivo, a operação só ganha confiabilidade quando a infraestrutura reúne boa orquestração, recuperação automática de falhas, isolamento de processos em sandbox, redes seguras e controles estritos de identidade e autorização. Sem esses pilares de controle, nenhuma companhia consegue colocar inteligência artificial em produção sem assumir riscos desnecessários. A infraestrutura determina o sucesso.

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Fonte: Comunicado oficial · Como produzimos as matérias