Pi, da earendil-works, cria agente de código com 84.585 estrelas
A ferramenta reúne CLI de programação, runtime de agentes e API para vários modelos.
A ferramenta reúne CLI de programação, runtime de agentes e API para vários modelos.
O Pi Agent Harness é uma ferramenta de código aberto para quem quer usar um agente de programação no terminal. A earendil-works criou o projeto em 2025-08-09, e o repositório já soma 84.585 estrelas e 10.474 forks no GitHub. O Pi combina uma CLI interativa, chamadas de ferramentas e acesso a provedores como OpenAI, Anthropic e Google. Ele serve para equipes que precisam criar agentes de código sem prender o produto a uma única API de modelos.
O projeto usa TypeScript e divide suas funções em pacotes. O @earendil-works/pi-coding-agent entrega a CLI interativa de programação. O @earendil-works/pi-agent-core executa o agente, chama ferramentas e gerencia o estado das sessões.
O @earendil-works/pi-ai fornece uma API unificada para vários provedores de modelos. A camada evita que a aplicação precise tratar cada integração de forma isolada. O README cita OpenAI, Anthropic e Google entre os serviços compatíveis.
O @earendil-works/pi-tui constrói a interface de terminal com renderização diferencial. O @earendil-works/pi-telemetry define contratos de telemetria, esquemas tipados, um adaptador de referência e testes de conformidade. O projeto também aponta o earendil-works/pi-chat para automações e fluxos em Slack ou chat.
O Pi roda com as permissões do usuário e do processo que o iniciou. O repositório não inclui um sistema próprio para restringir acesso a arquivos, processos, rede ou credenciais. Quem precisa de limites mais fortes deve colocar a ferramenta em uma micro-VM, contêiner ou sandbox.
A adoção começa pela instalação do Pi, pela configuração das credenciais do provedor e pela execução da CLI no terminal. O usuário escolhe os serviços de modelos que pretende conectar por meio da API unificada. A documentação do projeto fica em pi.dev/docs/latest, e o README também oferece o site pi.dev com demonstrações.
A versão v0.83.0 adicionou os comandos pi auth print-api-key e pi auth print-bearer-token. Eles exportam credenciais configuradas para clientes externos, fazem a renovação automática do OAuth e aplicam uma exigência mínima de validade do token. O recurso permite compartilhar o login configurado com outras ferramentas.
O OpenRouter ganhou login sem callback local. Em uma sessão SSH, o usuário pode concluir o /login ao colar a URL de redirecionamento ou o código de autorização. A versão também permite usar Claude Opus 5 pelo GitHub Copilot, com adaptive thinking e janela de contexto de 1M.
A atualização exige atenção de quem mantém extensões. O projeto atualizou os aliases incorporados do TypeBox para 1.3.7 e removeu Type.Base, Type.Awaited, Type.Promise, Type.AsyncIterator, Type.Iterator, Type.Options e Value.Mutate. Extensões que usam essas APIs precisam migrar para alternativas compatíveis.
O repositório tinha 361 dias na medição registrada, 85 issues abertas e último commit em 2026-08-06. A versão mais recente é a v0.83.0, publicada em 2026-07-29. O número de estrelas é alto para um projeto com menos de um ano, mas não prova estabilidade por si só.
O Pi usa licença MIT. A licença permite usar, alterar e redistribuir o código dentro de seus termos. A ferramenta não atende diretamente equipes que precisam de controle pronto sobre arquivos, processos, rede e credenciais. Nesse caso, os responsáveis precisam adicionar isolamento com Gondolin, Docker ou OpenShell antes de liberar o agente para operações sensíveis.