Pi, agente de código da earendil-works, chega a 85.661 estrelas
Projeto aberto combina CLI, runtime de agentes e API para vários provedores de LLM.
Projeto aberto combina CLI, runtime de agentes e API para vários provedores de LLM.
O Pi é um kit aberto para criar agentes de código, usar ferramentas e trocar entre provedores de modelos. A earendil-works criou o projeto em 2025-08-09, e o repositório alcançou 85.661 estrelas em 364 dias. A ferramenta reúne uma CLI interativa, um runtime de agente e uma API unificada para OpenAI, Anthropic, Google e outros serviços. Ela serve para desenvolvedores que querem operar agentes no terminal sem integrar cada provedor do zero.
O pacote @earendil-works/pi-coding-agent entrega a CLI de programação. O @earendil-works/pi-agent-core executa o ciclo do agente, chama ferramentas e guarda o estado. Já o @earendil-works/pi-ai padroniza o acesso a vários provedores de LLM. Cada parte tem uma função definida.
A interface de terminal fica no @earendil-works/pi-tui, que oferece renderização diferencial. O @earendil-works/pi-telemetry define contratos de telemetria, um adaptador de referência, testes de conformidade e esquemas tipados. O código usa TypeScript e roda localmente como CLI, runtime e interface. Os modelos dependem dos provedores externos e das credenciais que o usuário configurar.
A versão v0.84.1 adicionou o provedor Qwen Token Plan Individual e a chave internacional compartilhada QWEN_TOKEN_PLAN_API_KEY. O comando pi auth check verifica a credencial do provedor ou do modelo antes do uso e pode emitir a credencial resolvida. Essa saída exige cuidado em terminais compartilhados.
O usuário pode instalar a CLI pelos caminhos documentados ou compilar uma release a partir do código-fonte. As releases incluem um arquivo de origem versionado e o SHA256SUMS correspondente. O script de build instala dependências, compila o monorepo, gera o executável Bun e prepara os arquivos necessários para rodar. A primeira execução depende da configuração de uma chave de provedor.
Quem quiser trabalhar sem atualizar os catálogos online pode usar --offline-model-data. A flag faz o build usar os dados de modelos incluídos na release. O projeto também fixa versões exatas das dependências externas, usa o package-lock.json como fonte de verdade e publica packages/coding-agent/npm-shrinkwrap.json para travar dependências transitivas. O npm run check confere essas regras.
O principal limite aparece no controle de acesso. O Pi não restringe sozinho arquivos, processos, rede ou credenciais e herda as permissões do usuário e do processo que o iniciou. Quem precisa de sandbox nativa não deve executá-lo diretamente no sistema principal. O README recomenda Gondolin, Docker ou OpenShell para criar essa barreira.
O projeto oferece recursos recentes para a operação diária. A interface em tela cheia permite selecionar palavras e parágrafos com múltiplos cliques e configurar a rolagem de meia página. Extensões também podem encerrar lotes bloqueados de chamadas de ferramentas sem provocar outra chamada automática ao modelo. São recursos úteis para quem controla o comportamento do agente no terminal.
Os números mostram adoção alta e maturidade ainda curta. O repositório tem 10.635 forks, 93 issues abertas e recebeu o último commit em 2026-08-09. A versão mais recente é a v0.84.1, publicada em 2026-08-07. A licença MIT permite usar, modificar e redistribuir o código, mas a falta de permissões embutidas torna o Pi inadequado para quem precisa impor limites de segurança sem configurar um container ou sandbox externo.