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Modelos e LLMs

OpenAI testa GPT-5.6 Sol e Codex para calibrar chip quântico no MIT

Pesquisa automatiza medições preliminares em processador de seis qubits, mas ainda depende de intervenção humana quando sinais físicos falham.

Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

A OpenAI anunciou em 8 de setembro de 2026 que pesquisadores do MIT usaram o modelo GPT-5.6 Sol integrado ao Codex para calibrar chips de computação quântica sem supervisão contínua. O experimento, conduzido pela pós-graduanda Beatriz Yankelevich no Engineering Quantum Systems Group (EQuS), automatizou rotinas que antes exigiam centenas de medições manuais ao longo de vários dias em cada componente novo de seis qubits. A técnica atende laboratórios que perdem semanas preparando hardware antes de rodar qualquer cálculo real. O sistema toma decisões pelo software de controle do laboratório.

Antes dessa integração, Yankelevich precisava acompanhar cada etapa do processo físico. Processadores supercondutores operam resfriados perto do zero absoluto dentro de refrigeradores de diluição. Os cientistas controlam esses qubits por sinais de micro-ondas e analisam a resposta digitalizada para saber as frequências de ressonância e o tempo de retenção da informação quântica. O Codex assumiu esse ciclo conectando-se diretamente ao software da bancada. Ele lê os pulsos retornados e define o parâmetro do passo seguinte.

Rotina autônoma esbarra em ruído e sinais fracos

Yankelevich ensinou o modelo fornecendo habilidades específicas sobre como executar e avaliar cada teste experimental junto com as metas do chip. O GPT-5.6 Sol operou o hardware, calibrou pulsos de leitura e calculou o tempo de coerência dos seis qubits. O fluxo funcionou sozinho apenas quando a resposta física veio limpa. Essa autonomia poupou horas de trabalho mecânico.

O próprio anúncio da OpenAI aponta os limites práticos do modelo. O GPT-5.6 Sol teve dificuldade para achar parâmetros quando o sinal veio ruidoso ou fraco. Nesses casos, o software demorou mais e exigiu intervenção manual direta da pesquisadora para corrigir a rota. A empresa admite que o agente resolve tarefas bem delimitadas, mas falha ao interpretar comportamentos físicos ambíguos. O modelo não substitui o pesquisador experiente.

Laboratório mantém testes rodando durante a noite

Apesar dos tropeços com ruído, o grupo EQuS adotou os agentes na rotina para caracterizar os chips padrão fabricados no local. Yankelevich relatou a mudança prática na rotina do laboratório: “Posso deixar os agentes rodando medições por muitas horas durante a noite ou enquanto trabalho na sala limpa. Posso checar pelo celular, ver o que eles fizeram e direcioná-los se algo precisar de conserto ou se eu quiser explorar uma direção diferente.” O tempo livre agora vai para análise e desenho de novos experimentos.

O comunicado oficial da OpenAI funciona como vitrine técnica, sem abrir código de integração, custo de inferência ou data de liberação comercial do recurso para outros laboratórios. A demonstração comprova que modelos de linguagem conseguem acionar instrumentos de laboratório por software quando as regras são claras. A calibragem em escala, contudo, ainda esbarra na instabilidade física do silício quântico. O avanço acelera a bancada, mas não elimina o cientista.

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Fonte: Comunicado oficial · Como produzimos as matérias