OpenAI publica dados globais e mostra ChatGPT em tarefas práticas
Dados de 144 países apontam avanço no trabalho, na multimídia e entre usuários mais velhos.
Dados de 144 países apontam avanço no trabalho, na multimídia e entre usuários mais velhos.
A OpenAI publicou em 2026-08-06 dados por país sobre como pessoas usam o ChatGPT. Há dados de 144 países. O levantamento mostra que usuários recorrem à ferramenta mais de duas vezes mais para concluir tarefas no trabalho do que fora dele. O material serve a pesquisadores, formuladores de políticas e empresas que acompanham o uso individual de inteligência artificial.
Para analisar as mensagens, a OpenAI separou duas frentes: “asking”, quando a pessoa busca informação ou esclarecimento, e “doing”, quando usa o ChatGPT para produzir algo ou executar uma tarefa. São duas frentes. No ambiente profissional, a segunda categoria aparece com mais de duas vezes a frequência registrada fora do trabalho.
Edição, programação e análise entram nesse grupo. Fora do expediente, buscar respostas e explicações continua como o maior tipo de uso. No trabalho, o ChatGPT funciona mais como ferramenta de produção do que como mecanismo de consulta.
A empresa também afirma que o uso avança entre pessoas com mais de 35 anos em quase todos os países. O crescimento aparece em quase todos os países. Na França e na Czechia, a fatia de mensagens desse grupo cresceu mais de 10 pontos percentuais no último ano. O anúncio não detalha, porém, como esse crescimento se distribui entre faixas etárias ou tipos de tarefa.
No segundo trimestre de 2026, a OpenAI atualizou o ranking de mensagens por habitante de 144 países. São 144 países. Segundo a empresa, partes da América Latina, da Oceania e da África cresceram mais rápido do que outras regiões no período.
Peru, Uruguai e Costa Rica tiveram as maiores altas entre os países do ranking global. América do Norte e Europa também mantiveram crescimento. A diferença é que países do Hemisfério Sul passaram a se aproximar dos primeiros colocados em uso por habitante. O dado mostra uma mudança no mapa de adoção, mas não mede sozinho a qualidade, o impacto ou o resultado do trabalho feito com o chatbot.
Depois do lançamento do ChatGPT Images 2.0, em abril de 2026, a multimídia ganhou espaço. A multimídia ganhou espaço. Mensagens sobre geração, análise e busca de conteúdo multimídia chegaram a 7,8% do total global. No Brasil e na Colômbia, esse tipo passa de uma em cada dez mensagens.
A categoria ainda fica atrás. Fica atrás de orientação prática, escrita e busca de informação. Mesmo assim, a OpenAI diz que seu uso cresceu de forma constante desde o começo do ano. O recorte multimídia inclui 126 países com estimativa elegível para o segundo trimestre; países listrados ficaram fora da divulgação ou não tinham dados válidos.
Há consulta e download. Os dados estão disponíveis para consulta ou download no OpenAI Signals, centro mantido pela OpenAI Economic Research Team. O conjunto cobre mensagens enviadas em contas ChatGPT Free, Go, Plus e Pro. Em geral, essas contas são administradas por pessoas, não por organizações.
Isso limita a leitura. O material descreve o uso individual e não representa diretamente o comportamento de empresas com contas corporativas.
A OpenAI afirma que mais de 1 bilhão de pessoas colocam o ChatGPT para trabalhar. O total não vem detalhado por país, setor ou tipo de conta. O anúncio não apresenta, no trecho divulgado, uma divisão desse total por país, setor ou tipo de conta. O que aparece de forma verificável são os recortes de mensagens e os rankings do segundo trimestre. O restante é interpretação da própria empresa sobre seus dados.