OpenAI libera ChatGPT para 100,000 pesquisadores até 2027
Programa começa com 10,000 usuários em instituições como IAS e ENS e inclui GPT‑5.6 Sol Pro.
Programa começa com 10,000 usuários em instituições como IAS e ENS e inclui GPT‑5.6 Sol Pro.
OpenAI anunciou em 2026-07-29 o ChatGPT for Academic Researchers, programa que dará acesso gratuito a modelos avançados para 100,000 pesquisadores de instituições acadêmicas selecionadas. A iniciativa começa com 10,000 pesquisadores e deve chegar ao total até 2027. O público inclui cientistas, matemáticos e engenheiros que usam IA em tarefas como análise genômica, modelagem de proteínas e preparação de artigos.
O programa já está disponível em instituições como o Institute for Advanced Study (IAS) e a École normale supérieure (ENS). Cada participante poderá convidar até quatro colaboradores da própria instituição. A OpenAI não abriu o acesso para toda a comunidade acadêmica.
A empresa oferecerá seus modelos avançados, incluindo o GPT‑5.6 Sol Pro no lançamento. O espaço de trabalho terá proteções de privacidade e segurança de nível empresarial, segundo o anúncio. Por padrão, a OpenAI não usará os dados para treinar seus modelos.
Quem trabalha com ChatGPT Edu receberá o acesso dentro do espaço de trabalho da própria instituição. A OpenAI diz que o programa também inclui treinamento, suporte prático e canais para pesquisadores compartilharem comentários. O anúncio não informa quais instituições entrarão nas próximas etapas.
A ferramenta cobre tarefas que vão da revisão de literatura à redação de pedidos de financiamento e publicação. ChatGPT ajuda a investigar ideias, adquirir conhecimento, formular hipóteses e comunicar resultados. Codex fica com a execução da pesquisa e a análise formal, incluindo escrita de código e análise de resultados.
A OpenAI afirma que cerca de 1.3 million pessoas usam ChatGPT toda semana para ciência e matemática avançadas. Esse grupo gera aproximadamente 8.4 million mensagens. A empresa diz que a matemática concentrou a mudança mais visível nos últimos seis meses, com uso mais regular em pesquisas.
O anúncio também afirma que mais artigos passaram a reconhecer a contribuição do ChatGPT. O texto não apresenta uma lista desses trabalhos nem uma avaliação independente. A evidência divulgada vem da própria OpenAI.
Dois exemplos aparecem no comunicado. O físico Rogerio Jorge e sua equipe usam IA para criar software de código aberto para pesquisas de fusão, adotado por empresas e laboratórios nacionais. Na computação teórica, Barna Saha, Yinzhan Xu e Christopher Ye usaram GPT‑5.5 Pro para desenvolver uma prova sobre limites de eficiência em problemas de geometria de alta dimensão, depois validada e refinada pelos próprios pesquisadores.
A OpenAI também compara usuários por intensidade de uso. Os 20% que mais usam IA em cada área pedem tarefas estimadas em quatro horas ou mais em quase 7% das solicitações, contra 3.5% entre os demais pesquisadores. O comunicado não detalha a metodologia dessa estimativa.
A iniciativa faz parte de um compromisso de mais de $250 million até 2027 para apoiar pesquisa científica externa. O pacote inclui o NextGenAI, iniciativa de $50 million para instituições de pesquisa, e a parceria com o Department of Energy na Genesis Mission. A estratégia declarada é entregar ferramentas aos pesquisadores, não escolher quais problemas científicos eles devem estudar.