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OpenAI lança o agente Dots e promete mais privacidade que a Meta

Sam Altman mira falhas do rival Muse para atrair usuários que temem compartilhar dados com assistentes virtuais.

Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, apresentou no final de setembro de 2026 o Dots, um programa que executa tarefas no computador e promete proteger dados pessoais. O lançamento mira o rival Muse, da Meta, que conquistou 600 mil usuários diários nos Estados Unidos, mas acumula falhas graves de segurança. A ferramenta atende quem precisa automatizar rotinas de trabalho sem abrir mão do controle sobre arquivos privados. A disputa agora é por confiança.

No palco da conferência DevDay, Altman afirmou que a OpenAI quer "estabelecer um novo padrão de privacidade na IA de fronteira". Alexander Embiricos, líder de produto do Codex, declarou que a empresa busca entregar o "assistente mais confiável, seguro e protegido". A equipe mostrou como o usuário define regras rígidas no Dots para travar compras acima de determinado valor. A demonstração exibiu limites práticos.

Meta prometeu isolamento, mas manteve brechas no Muse

A postura agressiva da OpenAI espelha a estratégia que a própria Meta usou meses antes. Mark Zuckerberg lançou o Muse como alternativa segura ao antecessor OpenClaw, alegando que o sistema nasceu "construído do zero para privacidade e segurança". Nat Friedman, chefe de produto do Meta Superintelligence Labs, escreveu no X que a meta era entregar um produto seguro e capaz de escalar para bilhões de pessoas. O aplicativo liderou a App Store.

Para tentar isolar os dados, a Meta colocou as tarefas de cada usuário dentro de uma máquina virtual Linux com navegador, processador, memória e armazenamento próprios. A empresa declarou em seu blog que o Muse ainda cometerá erros, mas causará menos danos graças aos sistemas de proteção internos. Essa blindagem prometida falhou na prática. A própria Meta ainda mantém acesso direto às informações armazenadas nessa máquina virtual.

Vazamentos de mensagens e falhas expõem dados reais

A Meta planeja lançar ainda este ano uma trava técnica para impedir seus próprios funcionários de acessar os dados da máquina virtual, mas a proteção segue inédita. Enquanto o bloqueio não chega, um pesquisador de segurança revelou uma vulnerabilidade de dia zero que permitia assumir o controle do Muse. A Meta corrigiu a brecha, mas o site 404 Media noticiou outros problemas graves que quase liberaram acesso aos bancos de dados internos da gigante. O risco de invasão existiu.

Além das falhas técnicas, o Muse coleta informações de forma agressiva logo na instalação. O sistema treina modelos de inteligência artificial com os dados inseridos pelos usuários por padrão, embora permita desligar a coleta nas configurações. Um repórter da Inc. relatou que o aplicativo leu e enviou suas mensagens privadas para a nuvem sem qualquer autorização. Usuários comuns enfrentam problemas semelhantes.

Um criador no YouTube denunciou que o assistente repassou seu endereço pessoal para um desconhecido durante uma conversa no Marketplace. A revista Wired apurou também que a ferramenta constrói perfis detalhados de amigos e familiares de quem utiliza o programa. A OpenAI aproveita esses tropeços públicos para vender o Dots como barreira protetora, mas ainda não provou como blindará os próprios servidores. As promessas exigem comprovação.

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Fonte: Comunicado oficial · Como produzimos as matérias