NVIDIA atinge 100% no teste ARC-AGI-3 com novo sistema autônomo AVO
Arquitetura com memória persistente e supervisor levou o Claude Opus 5 ao topo do benchmark público e superou bibliotecas consagradas de GPU.
Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

A NVIDIA publicou em 5 de outubro de 2026 o sistema AVO, uma arquitetura que faz agentes de inteligência artificial tocarem projetos técnicos longos sem parar pelo caminho. Em testes práticos, os pesquisadores elevaram o modelo Claude Opus 5 de um patamar básico de 30% para a marca de 100% no teste ARC-AGI-3. O sistema inteiro faz a diferença. O avanço serve a engenheiros que precisam programar software e criar rotinas pesadas de cálculo sem pausas manuais.
Supervisor destrava o processo quando a busca empaca
Os pesquisadores Terry Chen, Yeyin (Eva) Zhu, Zhifan Ye, Jean-Francois Puget e Humphrey Shi assinam o estudo técnico dos chamados Agentic Variation Operators. A ferramenta atua como um programador autônomo que lê arquivos, altera código, executa comandos e valida resultados diretamente no hardware. O supervisor intervém quando a busca empaca. Essa camada vigia a trajetória geral e troca a etapa fixa de variação dos sistemas evolutivos por escolhas autônomas do próprio agente.
A primeira prova prática da arquitetura aconteceu ao otimizar rotinas de cálculo para GPUs, onde pequenas mudanças afetam velocidade e consumo de memória. Durante sete dias contínuos em sistemas NVIDIA DGX B200, o AVO explorou mais de 500 direções e gravou 40 versões validadas de kernels de atenção. O teste durou uma semana inteira. O código final superou a biblioteca cuDNN em até 3,5%, bateu a FlashAttention-4 em até 10,5% e exigiu apenas 30 minutos extras para migrar para grouped-query attention.
Cem por cento no conjunto público do ARC-AGI-3
A equipe aplicou a mesma estrutura geral ao benchmark ARC-AGI-3 sem reformular o agente, trocando apenas as ferramentas do ambiente e os critérios de avaliação. O sistema registrou 100,00 de pontuação RHAE em todos os 25 ambientes do conjunto público e concluiu todos os 183 níveis disponíveis. O modelo de base continuou idêntico. Na comparação direta, o AVO resolveu o conjunto público consumindo cerca de 12% menos ações de ambiente do que o rival VISTA com o mesmo modelo.
Apesar da marca expressiva, os dados exigem cautela diante das condições descritas no comunicado corporativo. O índice de 100% vale apenas para o conjunto público do ARC-AGI-3 e não antecipa como o agente se comporta diante de avaliações fechadas do teste. A empresa não liberou o código. A NVIDIA não abriu acesso comercial à ferramenta, restringindo a divulgação ao artigo técnico AVO: Agentic Variation Operators for Autonomous Evolutionary Search e a textos gerados com apoio do NVIDIA Nemotron.
O anúncio reforça uma mudança visível na indústria de tecnologia: o arranjo do sistema ao redor do modelo define a capacidade real de executar tarefas longas. Um modelo de fronteira isolado funciona apenas como uma peça, pois a estrutura externa dita como ele recebe contexto, guarda estado, aciona ferramentas e supera falhas. A inteligência isolada não basta. Ao mostrar que Claude Opus 5 salta de 30% para a pontuação máxima com suporte estruturado, a pesquisa indica que a autonomia técnica depende do processo e não apenas da rede neural.
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