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Modelos e LLMs

Microsoft e Meta cortam uso do Claude e reduzem teto a US$ 10 mil

Empresas freiam contas milionárias com a Anthropic para priorizar assistentes internos e forçar equipes a testar modelos próprios.

Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

Microsoft e Meta cortam uso do Claude e reduzem teto a US$ 10 mil
Imagem: Reprodução · rswebsols.com · reprodução · licença não declarada

A Microsoft e a Meta restringiram o uso do Claude, assistente de código da Anthropic, para forçar programadores a adotar ferramentas feitas em casa. As duas empresas impuseram a trava em 5 de outubro, segundo publicou o The Information. A ordem derrubou o teto mensal por funcionário na Microsoft de 100 mil para 10 mil dólares e cortou pela metade os 60 mil usuários da ferramenta na Meta. A medida muda o trabalho dos engenheiros.

O corte ataca custos descontrolados enquanto as duas gigantes tentam emplacar assistentes próprios. A Microsoft calculava gastar mais de 1 bilhão de dólares por ano com a Anthropic, mas reduziu a estimativa em mais de um terço ao mandar a equipe usar GitHub Copilot e modelos da OpenAI. Para substituir o Claude Code, a Meta direcionou equipes para o MetaCode, com mais de 30 mil usuários, e o Muse Code, que soma 6 mil desenvolvedores e ganhou testes externos com clientes em agosto. Os gastos internos assustam as diretorias.

Veto ao Claude divide foco entre treino e entrega rápida

O tema gerou 385 comentários e 376 pontos no fórum Hacker News, dividindo profissionais sobre o motivo real das empresas. O participante techdmn afirmou que a exigência serve para testar produtos internos: "Presumo que em empresas que empregam engenheiros e ao mesmo tempo desenvolvem um produto de IA, o uso interno não serve para melhorar a produtividade, serve para melhorar a oferta. É claro que eles querem que os funcionários usem ferramentas internas." O desenvolvedor waffletower defendeu aproveitar as consultas para treinar sistemas próprios: "Eu provavelmente deveria saber mais sobre os termos de serviço do Claude, mas provavelmente é um erro essas empresas não aproveitarem a negação plausível de seu uso e transformarem isso em um recurso massivo de destilação para seus próprios modelos." Outros engenheiros rebateram a ideia.

Muitos técnicos estranharam o dinheiro consumido por assistentes no trabalho diário. O comentarista rietta questionou a fatura: "Talvez eu seja lento aqui e todo mundo esteja usando Claude com créditos no uso máximo. Mas o Claude Teams não custa tipo 25 dólares por mês por desenvolvedor para uso comum? O que diabos esses caras estão fazendo que torna isso tão caro para os casos de uso deles?" O consumo sobe porque equipes inteiras usam agentes em tarefas contínuas de código, o que levou a Meta a pagar mais de 105 milhões de dólares pelo Claude Code em apenas 28 dias. A conta cresceu rápido demais.

Trocar de assistente não fecha brechas no código

A debandada atinge o caixa do fornecedor. O usuário vld_chk ressaltou o peso desse contrato: "Se for verdade, é um golpe enorme no fluxo de receita da Anthropic. Se bem me lembro, foi reportado que um quarto da receita deles vem de apenas dois clientes e, como ex-funcionário da Meta que saiu em julho deste ano, estou convencido de que a Meta deve ser um dos dois." Os dois lados do debate concordam que mudar de ferramenta não resolve riscos de segurança. Modelos diferentes repetem as mesmas falhas.

Análises anteriores da Cybersecurity News já revelaram brechas no Claude Code que permitiam executar comandos sem autorização e roubar chaves de API, corrigidas pela Anthropic antes do anúncio público. Liberar acesso direto a arquivos e credenciais cria perigos idênticos no MetaCode ou no GitHub Copilot. Enquanto a Microsoft corta o Claude para seus programadores, a empresa segue vendendo o mesmo modelo para clientes da sua nuvem. Quem decide precisa pesar custo e autonomia.

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