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Itaú adota IA da OpenAI para atender 70 milhões de correntistas

Com estreia para 300 mil pessoas, o assistente ia.i opera por voz e texto enquanto a plataforma IARA fiscaliza custos de tokens e agiliza tarefas jurídicas.

Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

Itaú adota IA da OpenAI para atender 70 milhões de correntistas
Imagem: Reprodução · OpenAI · reprodução · licença não declarada

O ia.i é uma interface conversacional de voz e texto criada para reunir consultas sobre conta corrente, crédito, cartões, seguros e investimentos em um único canal digital. O Itaú colocou o sistema no ar em 16 de outubro de 2026 em parceria com a OpenAI, conectando modelos GPT ao perfil financeiro de quase 70 milhões de correntistas. A ferramenta estreou para um lote inicial de 300 mil clientes e transfere o contato para especialistas humanos sempre que a dúvida exige suporte direto. O sistema opera também no WhatsApp.

Modelos diferentes dividem tarefas simples e complexas

O projeto aprofunda o trabalho que o banco inaugurou em 2024, quando apresentou os primeiros recursos sob o selo Inteligência Itaú. O desenho atual apoia-se em três pilares: interatividade, respostas individualizadas e formato multimodal que processa texto, comandos de voz, imagens e cliques na tela. Para justificar a aposta, o banco cita pesquisa feita com o Grupo Consumoteca, na qual 80% dos brasileiros declararam querer organizar melhor as finanças e 65% pediram um copiloto digital para guiar decisões rotineiras. A procura por auxílio existe.

Esse leque de serviços levou o banco a descartar um modelo único e distribuir o processamento por diferentes motores da OpenAI. Carlos Eduardo Mazzei, diretor de tecnologia do Itaú, afirmou que “OpenAI’s models were very important in delivering this experience, because they were able to operate across this range of solutions”, alternando redes econômicas para cortar latência e versões pesadas para raciocínio complexo. Todo o diálogo ancora-se no Customer DNA, camada de contexto que armazena os hábitos e as fases de vida de 70 milhões de pessoas para evitar respostas genéricas. O dinheiro exige contexto simples.

Plataforma IARA filtra documentos jurídicos e vigia despesas

Nos bastidores dos canais de contato, o banco ergueu a IARA, plataforma interna de governança e orquestração que controla o acesso das equipes técnicas a múltiplos provedores, incluindo a OpenAI. O software resolve três problemas de uma vez: vigia o custo por token, afere o acerto técnico das respostas e aplica filtros éticos para reduzir o risco de viés em modelos de fronteira. Segundo Mazzei, reter as informações sensíveis dentro do banco garante a segurança necessária e torna a conta técnica viável para a empresa. Sem controle, o custo dispara.

Essa infraestrutura técnica já roda fluxos no departamento jurídico do banco, onde lê, analisa e interpreta contratos e processos em escala. O sistema atua sobre um acervo de mais de 90 milhões de documentos e executa mais de 2 milhões de tarefas automatizadas por mês. O Itaú afirma que a ferramenta gerou ganhos de eficiência entre 20% e 80% nas etapas do setor, mas o comunicado oficial não especifica quais procedimentos atingiram o patamar máximo. O teste real começa agora.

Apesar da base potencial de 70 milhões de correntistas, o banco restringiu a liberação imediata do assistente a 300 mil usuários para entender como as pessoas usam a ferramenta no dia a dia. Mazzei explicou que o período servirá para avaliar como a tecnologia ajuda a vida financeira dos clientes antes de qualquer expansão para toda a base. O comunicado trata a simplicidade como regra central para tornar a inteligência artificial imperceptível na rotina prática do usuário. A ferramenta precisa resolver problemas.

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Fonte: Comunicado oficial · Como produzimos as matérias