GTKottman lança Mortiflix para criar vídeos com Claude etapa por etapa
Ferramenta em JavaScript soma 644 estrelas no GitHub ao trocar prompts cegos por aprovações manuais de roteiro, quadros e versão final.
Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura
Quem tenta produzir vídeo com inteligência artificial costuma perder horas em geradores que funcionam como caça-níqueis de prompt único. Para resolver esse gargalo, o desenvolvedor GTKottman lançou em 5 de outubro de 2026 o Mortiflix, um estúdio local de motion design em JavaScript que usa o modelo Claude com aprovação humana obrigatória em cada etapa. Sob licença AGPL-3.0 e com 644 estrelas no GitHub em apenas 13 dias de existência, a ferramenta roda na própria máquina e divide o trabalho entre roteiro, estilo, transições e versão final. O sistema atende criadores individuais.
O código interrompe o Claude até a aprovação de cada etapa
O Mortiflix atua como uma armação de controle em torno da inteligência artificial e divide as funções entre processamento local e chamadas remotas. Quem usa a ferramenta precisa ter instalado o Node 20 ou superior e o utilitário multimídia ffmpeg na máquina física. Para gerar os vídeos, o usuário escolhe entre rodar o comando claude -p vinculado ao plano do Claude Code ou conectar uma chave da Anthropic API, que ativa um agente próprio com shell persistente, editor com inspeção visual de quadros, busca na web, cache de prompts e compactação de contexto. A espera pelo operador não custa nada.
O controle do fluxo fica gravado diretamente no código da aplicação e impede que o modelo pule verificações técnicas ou ignore exigências do roteiro. A cada entrega de cena ou animatic, o Claude grava um registro de transferência, desliga a sessão e deixa os arquivos protegidos contra alterações automáticas. O operador usa a sala de revisão visual para fixar comentários em coordenadas exatas do quadro ou em segundos específicos da linha do tempo. As correções aprovadas viram regras definitivas no arquivo TASTE.md.
A estrutura de cada produção fica organizada em pastas com o arquivo pipeline.json para definir etapas e validações, além do documento PIPELINE.md para instruir o estilo técnico. O usuário inicia o ambiente gráfico no navegador pelo comando mortiflix serve, ou compartilha a interface em rede local com a flag --host 0.0.0.0, que gera um endereço privado protegido por token de acesso. Quem prefere operar via terminal pode carregar o plugin nativo com claude --plugin-dir ./plugin e acionar comandos como /mortiflix setup ou /mortiflix new explainer diretamente na conversa. As credenciais nunca entram no chat.
Repositório tem treze dias e ainda não roda no Windows
O projeto surgiu em 5 de outubro de 2026 e recebeu o último commit em 8 de outubro, o que exige cautela diante de uma base de código tão recente. Apesar de somar 644 estrelas, 33 forks e 3 issues abertas no GitHub em menos de duas semanas, o programa foi testado de forma consistente apenas em distribuições Linux. O instalador para Windows já existe no arquivo docs/WINDOWS.md, mas a execução completa de sessões só deve chegar até 20 de outubro de 2026. No macOS, o sistema segue sem testes formais.
A licença AGPL-3.0 obriga quem modifica e distribui a aplicação a manter o código-fonte aberto sob a mesma regra jurídica, inclusive em serviços acessados pela rede. Essa exigência legal afasta empresas que procuram embutir o estúdio em soluções proprietárias ou comerciais fechadas. A ferramenta também não atende equipes que buscam edição colaborativa em tempo real, pois GTKottman desenhou todo o fluxo para um único diretor criativo à frente do computador. Quem não consome Claude fica de fora.
- JavaScript
- AGPL-3.0
- Modelos e LLMs
- GitHub
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