Graphify mapeia codebase em grafo consultável e chega a 100 mil estrelas
Projeto de 120 dias analisa código localmente com parser AST determinístico; docs e PDFs dependem de modelo externo.
Projeto de 120 dias analisa código localmente com parser AST determinístico; docs e PDFs dependem de modelo externo.
O assistente adivinha onde uma função é chamada; você abre o arquivo errado e volta ao grep. O Graphify transforma a base inteira em um grafo consultável. Entram código, docs, schemas SQL, configs e PDFs. O projeto do Graphify-Labs entrou no GitHub em 3 de abril de 2026, código aberto em Python, e acumula 100.453 estrelas em 120 dias; serve para quem trabalha em codebase grande demais para caber na cabeça de um modelo.
A parte do código é 100% local. O Graphify usa tree-sitter para transformar o código em AST de forma determinística, sem LLM no caminho, e nada do código sai da máquina. Cada aresta do grafo carrega uma tag: EXTRACTED quando a relação está explícita no código, INFERRED quando o Graphify resolveu a conexão. Você sabe o que foi lido direto da fonte e o que foi deduzido.
Não há embeddings nem vector store. É um grafo real, que se percorre: graphify query "..." devolve um subgrafo para uma pergunta em linguagem natural, e graphify path A B traça como duas coisas se conectam. O README mostra o Graphify rodado sobre a base do FastAPI, com cada nó clicável em um graph.html.
Isso vale para código. Docs, PDFs, imagens e vídeo seguem outro caminho: a passada semântica usa o modelo do seu assistente, ou uma API key configurada, e esse conteúdo sai da máquina. Quem tem exigência de que nada saia do ambiente precisa saber disso antes de indexar anexos.
O pacote no PyPI se chama graphifyy, com dois y; o comando é graphify. Instale com uv tool install graphifyy ou pipx install graphifyy, rode graphify install para registrar a skill no seu assistente e digite /graphify . no chat. Ele funciona com Claude Code, Cursor, Codex, Gemini CLI, GitHub Copilot e mais de 15 plataformas; graphify install --project coloca a skill no repositório atual, e --platform codex escolhe o assistente. A primeira execução gera três arquivos; quem quiser a versão sempre-ativa, rodando em segundo plano, encontra acesso antecipado em app.graphify.com antes do v1 público.
Maturidade: pouca. São 120 dias do primeiro ao último commit, de 1º de agosto de 2026; a versão mais recente é a v0.9.32, ainda pré-1.0. As 100.453 estrelas e 9.752 forks mostram adoção rara para um projeto tão novo, mas as 739 issues abertas apontam o preço da velocidade.
A nota do v0.9.32 corrige mais de uma dezena de bugs: graphify update perdendo o flag directed, um node id não-string vindo de fragmento do LLM que abortava o build, mixins Ruby não resolvidos, membros de classe parcial em C# soltos, um pacote Python real chamado coverage descartado por engano. A API ainda pode mudar.
A licença Apache-2.0 permite usar, modificar e distribuir, inclusive em produto comercial, desde que com atribuição. O Graphify não serve para quem busca similaridade frouxa entre documentos: ele responde com um grafo de relações explicadas, não com um ranking de embeddings. Também não serve para quem exige que tudo fique local e ainda assim usa PDFs, imagens e vídeo: a leitura desses arquivos depende de modelo externo. Para base só de código, é a escolha certa.