Google lança modelo de cibersegurança que achou 55 falhas
Sistema será testado por governos e parceiros confiáveis antes de uma expansão gradual.
Sistema será testado por governos e parceiros confiáveis antes de uma expansão gradual.
Google DeepMind anunciou em 2026-07-17 o Gemini 3.5 Flash Cyber, modelo leve para encontrar, validar e corrigir vulnerabilidades de software. Em testes no motor V8 JavaScript, ele identificou 55 falhas únicas confirmadas, contra 47 do 3.5 Flash e 36 do Claude Opus 4.6. O acesso inicial ficará restrito a governos e parceiros confiáveis por meio do CodeMender.
O Gemini 3.5 Flash Cyber parte do 3.5 Flash e recebe ajuste para tarefas de segurança de código. A Google DeepMind afirma que ele supera os modelos Flash principais nessas tarefas, mas o comunicado não apresenta, no texto disponível, percentuais detalhados para essa comparação.
O CodeMender chama o modelo várias vezes sobre uma mesma base de código. Cada subagente analisa caminhos diferentes e entrega dados para um único relatório final. Esse desenho amplia a busca por falhas sem depender de uma chamada única a um modelo grande e mais caro.
A configuração pode fazer até cinco chamadas do Gemini 3.5 Flash Cyber para gerar um relatório. Segundo a empresa, o custo relativo e a velocidade permitem incluir o modelo em varreduras frequentes, processos de lançamento com prazo curto e análises de commits.
O problema técnico está no tamanho do espaço de execução. Uma base extensa pode conter muitos caminhos de código, e agentes básicos podem repetir a mesma descoberta. A Google DeepMind afirma que o modelo continua encontrando novos caminhos e vulnerabilidades quando aumenta o número de chamadas.
No CyberGym, benchmark que reúne centenas de vulnerabilidades reais, o CodeMender alcançou desempenho competitivo com modelos maiores ao usar até cinco chamadas do novo modelo. A comparação tem uma ressalva: os resultados dos concorrentes vieram de pontuações declaradas pelos próprios fornecedores.
A equipe Big Sleep, da Google, criou uma avaliação independente para procurar vulnerabilidades críticas e difíceis em bases complexas como Chrome e Safari. Nesse teste, o Gemini 3.5 Flash Cyber superou significativamente o 3.5 Flash e o 3.6 Flash, segundo o comunicado da própria Google.
A empresa também testou o modelo no fluxo de análise de commits de produção do Google Chrome. Como as vulnerabilidades não tinham divulgação pública, a Google afirma que o teste ficou livre de contaminação para os modelos Gemini e concorrentes. O anúncio relata ganho significativo sobre o 3.5 Flash, mas não informa os percentuais no texto apresentado.
No V8 JavaScript Engine, o novo modelo encontrou 10 problemas que os outros dois modelos testados não localizaram. A avaliação usou um número fixo de chamadas e registrou 55 falhas únicas confirmadas para o Gemini 3.5 Flash Cyber, 47 para o 3.5 Flash e 36 para o Opus 4.6.
O modelo ainda não tem acesso geral. A Google DeepMind planeja oferecê-lo em um programa piloto de acesso limitado, apenas para governos e parceiros confiáveis, por meio do CodeMender. A empresa também levará recursos fundamentais do CodeMender a clientes que usam modelos Gemini disponíveis na Gemini Enterprise Agent Platform.
A restrição acompanha o risco de uso duplo: a mesma capacidade que ajuda defensores pode localizar falhas antes que equipes consigam corrigi-las. O anúncio apresenta o piloto como forma de acelerar a defesa e reduzir usos indevidos, mas não divulga prazo para ampliar o acesso.