Google lança Gemini 4 Argon por um quinto do preço dos rivais
Modelo de fronteira chega para assinantes Pro e Ultra com foco em código, custos menores de API e uso interno no YouTube e na Wing.
Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

O Google lançou nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026, o Gemini 4 Argon, seu novo modelo de inteligência artificial de fronteira. A ferramenta entra no ar custando cerca de um quinto do valor cobrado por concorrentes diretos e promete superar rivais em tarefas complexas. O sistema atende desenvolvedores e assinantes dos planos mais caros da empresa, que tenta recuperar terreno após meses atrás da concorrência. A novidade muda a disputa direta contra OpenAI e Anthropic.
A empresa afirma que o Argon entrega "raciocínio de fronteira e melhor desempenho em fluxos de trabalho complexos". Segundo o anúncio oficial, o modelo reduz hesitações, repetições e clichês que costumam travar assistentes virtuais. O Google sustenta que o sistema supera GPT-6 Astra, Claude Fable 5.1 e Claude Opus 5.5 em testes de programação, segurança cibernética, ciência, finanças e direito. A companhia não publicou auditorias independentes para comprovar essas vitórias em benchmark.
Uso interno reduz processamento do YouTube pela metade
Antes de abrir o acesso ao público, o Google testou a tecnologia em tarefas críticas da própria operação. Os engenheiros usam o sistema para encontrar e corrigir falhas de segurança e depurar o simulador físico de drones da Wing, empresa de entregas da Alphabet. No YouTube, a aplicação do modelo cortou pela metade a capacidade computacional necessária para manter a seção de comentários funcionando. A economia de infraestrutura é expressiva.
A distribuição começou restrita. O acesso já funciona para assinantes dos planos Pro e Ultra no aplicativo Gemini e no modo de IA da Busca. Na plataforma de desenvolvimento de agentes Antigravity, apenas contas Ultra recebem a novidade. A empresa não informou se pretende liberar o sistema para o plano Plus ou para usuários da versão gratuita. Um grupo restrito de defensores cibernéticos de confiança avaliou os riscos antes da estreia.
Tabela de preços sobe no final de novembro
O acesso via API adota valores promocionais agressivos durante as primeiras semanas de operação. O Google cobra dois dólares por milhão de tokens de entrada e dez dólares por milhão de tokens de saída. Esses valores equivalem a um quinto das tabelas cobradas pela OpenAI no GPT-6 Astra e pela Anthropic na família Fable 5. O desconto dura até o fim de novembro. Nessa data, os preços dobram.
Mesmo com o aumento previsto para o fechamento de novembro, o valor por token continua menor do que o cobrado pelos rivais diretos. Essa vantagem teórica exige cuidado dos desenvolvedores na ponta do lápis: modelos diferentes gastam volumes distintos de tokens para concluir exatamente a mesma tarefa. O custo final depende do consumo real de contexto em cada requisição. O preço baixo pode atrair equipes com orçamentos apertados.
A chegada do Argon marca a primeira grande entrega do Google na fronteira da tecnologia desde o lançamento do Gemini 3, no final de 2025. O movimento coincide com o anúncio do Muse Wonder Full pela Meta, revelado um dia antes. Após mudanças internas profundas e meses de atraso técnico, o Google tenta mostrar que ainda disputa a liderança do setor. A corrida agora reúne mais concorrentes com poder de fogo.
- The Verge AI
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