FTC exige dados de segurança de 50 páginas da OpenAI e da Anthropic
Investigação pede registros de falhas e regras de privacidade enquanto criadoras de modelos enfrentam custos altos e disputas judiciais.
Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura
A Federal Trade Commission enviou notificações formais de 50 páginas para a OpenAI e a Anthropic em 16 de outubro para recolher registros de falhas de segurança, salvaguardas internas, anúncios comerciais e políticas de privacidade. O pedido funciona como uma intimação judicial e abre uma apuração oficial contra as duas principais desenvolvedoras de inteligência artificial do mercado. O órgão regulador dos Estados Unidos não acusa nenhuma das empresas de violar leis. A medida atinge quem usa e vende esses sistemas.
O site Axios revelou que o governo americano quer examinar relatórios técnicos de vulnerabilidades e checar se as mensagens comerciais e as políticas de privacidade cumprem o que prometem. A ordem judicial obriga os dois laboratórios a entregar históricos detalhados sobre incidentes de segurança e salvaguardas internas contra vazamentos e abusos. As ordens abrem o processo formal de apuração pública. Nenhum crime foi apontado até agora.
Investidores freiam expectativas e startups quebram
A ofensiva de Washington coincide com a revisão das projeções financeiras das próprias desenvolvedoras de ponta. A agência Reuters noticiou que investidores presentes no dia de apresentações da Anthropic discutiram uma avaliação de mercado em torno de 1,5 trilhão de dólares para a venda de cotas prevista para novembro. A cifra fica abaixo dos cerca de 2 trilhões de dólares cogitados anteriormente, após a receita do terceiro trimestre crescer 45% e atingir 16,8 bilhões de dólares em ritmo menor que no período anterior. A Anthropic não divulgou nenhum valor oficial.
O aperto nas contas já derrubou empresas. A Character.ai pediu recuperação judicial pelo Capítulo 11 em Delaware porque a plataforma ficou cara demais para construir e manter no ar. A companhia afirmou que custos com disputas judiciais e regras do setor drenaram o caixa, mas o site 404 Media informou que o negócio era insustentável antes mesmo dos processos. A Disney apresentou uma proposta inicial de 20 milhões de dólares para licenciar parte da propriedade intelectual da startup.
Plataformas raspam dados e corporações mitigam riscos
Para treinar novos produtos sem pagar por direitos autorais, as grandes empresas de tecnologia ampliam a raspagem de dados em sites externos. A Meta determinou que contas comerciais no Facebook, Instagram e WhatsApp consentem com a coleta e o uso de seus conteúdos a partir de 30 de outubro. Quase todos os jornais mantêm perfis nessas redes. Três especialistas jurídicos disseram ao Nieman Lab que a regra vincula quem continuar usando as ferramentas de negócios da Meta.
As brechas exigem gastos pesados de proteção. O Bank of America contratou 1.000 profissionais terceirizados para corrigir falhas apontadas por inteligência artificial, enquanto a consultoria Accenture banca 29 dólares mensais de Claude por funcionário. A Cohere assinou uma carta de intenção para comprar a AISLE, startup que descobriu mais de 500 vulnerabilidades inéditas catalogadas como CVEs. O laboratório Citizen Lab rastreou programas espiões da Candiru enviados por anúncios da Discover-Tech para 45 aparelhos da Al Jazeera, levando o Google a banir a empresa de marketing.
- AI Weekly
- Empresas e Mercado

DeepMind calcula 9 bilhões de mutações de DNA em atlas de 1 petabyte
· 3 min de leitura
DSeek lança V4.1 Flash mais rápido que versão Pro e derruba cobrança
A troca forçada de tráfego divide desenvolvedores entre o alívio financeiro na fatura e o custo de lidar com respostas em idiomas imprevistos.
· 3 min de leitura

Bee lança dois gravadores com IA a partir de 75 dólares na Amazon
· 3 min de leitura

Microsoft adapta Windows para agentes locais em laptops RTX Spark
· 3 min de leitura