Forge, de Nihalashetty, monta agentes de IA e chega a 137 estrelas
Projeto criado em 2026-06-15 roda na infraestrutura do usuário e publica agentes por API, e-mail ou MCP.
Projeto criado em 2026-06-15 roda na infraestrutura do usuário e publica agentes por API, e-mail ou MCP.
O Forge é uma plataforma de código aberto para criar, testar e publicar agentes de IA e fluxos de trabalho em uma interface visual. Nihalashetty criou o projeto em 2026-06-15, e o repositório chegou a 137 estrelas no GitHub. A ferramenta roda na infraestrutura do usuário, sem enviar a orquestração para um serviço de terceiros. Serve para equipes que querem conectar modelos, dados e sistemas sem escrever o código do framework.
O projeto usa LangChain v1 e LangGraph v1, ambos sob licença MIT, para coordenar agentes e fluxos. Ele não depende de langgraph-api, que tem licença Elastic 2.0, nem do LangSmith, serviço comercial. A execução fica no ambiente controlado pela equipe.
A instalação inicial dispensa Docker, Postgres e Redis. O Forge sobe com SQLite, Chroma embutido e um agendador em processo. Esse modo reduz os requisitos para quem quer testar a ferramenta. A linguagem declarada no repositório é Python.
Em um ambiente de produção, a equipe pode trocar SQLite por Postgres com pgvector, Chroma pelo armazenamento adequado e o agendador local por Redis. O README diz que essa troca exige apenas configuração. Um bloqueio de segurança impede o sistema de iniciar com padrões inseguros.
O projeto não exige um serviço externo de orquestração. O README também afirma que nada dessa camada é enviado a uma plataforma de terceiros. A dependência externa que cada agente usará para responder não aparece detalhada nos dados disponíveis.
O Forge aceita texto colado, URLs, sites rastreados e arquivos .txt, .md, .csv, .json, .html e .pdf. A plataforma divide o conteúdo, gera embeddings com suporte offline por padrão e salva os vetores em pastas. Pares de perguntas e respostas atendem dúvidas recorrentes, enquanto um depurador mostra o resultado exato da busca.
O usuário monta um agente por formulários. Ele escolhe o modelo, escreve o prompt, adiciona ferramentas, conecta bases de conhecimento e ordena uma pilha de middleware. Um painel mostra o prompt compilado e a ordem de execução antes da publicação.
Os fluxos usam um canvas baseado em React Flow. Nele, a equipe conecta agentes, chamadas de modelo, classificadores, ferramentas, transformações, recuperação de dados, entrada humana, roteadores, loops, ramificações paralelas, subfluxos e gatilhos. As arestas têm tipos validados, e cada nó exibe um inspetor e um esquema de estado.
O construtor de ferramentas registra integrações REST, GraphQL, código, SQL, MCP e recursos internos. Uma projeção JMESPath corta campos desnecessários antes que a resposta chegue ao modelo. O Forge também aplica uma proteção contra SSRF e oferece tentativas automáticas, limites de taxa e cache.
A equipe instala o projeto, inicia o modo local e configura os primeiros agentes, ferramentas e dados. Depois, testa o fluxo no Playground, acompanha os nós durante a execução e publica por e-mail, API, servidor MCP ou widget web incorporável. O README disponível não informa um comando específico de instalação.
Cada execução aparece como uma cascata de spans. O painel registra tokens, latência e custo até frações de centavo. O Forge também permite criar um Deep Agent, com planejamento e subagentes para tarefas longas.
O projeto tem 21 forks e 2 issues abertas. O último commit ocorreu em 2026-08-02, e o repositório soma 54 dias de existência. A versão mais recente não aparece informada, e as 137 estrelas nesse período mostram interesse inicial, não maturidade comprovada.
A licença MIT permite usar, modificar e redistribuir o código conforme suas condições. O Forge não atende quem quer uma plataforma hospedada por terceiros. A proposta exige que a equipe opere a própria infraestrutura.