Anthropic revela que Claude Tag assina 65% dos PRs e prompt cai 80%
Transcrição de chat no AI Engineer World's Fair mostra mudança radical no fluxo de trabalho com Fable e auto mode.
Transcrição de chat no AI Engineer World's Fair mostra mudança radical no fluxo de trabalho com Fable e auto mode.
Simon Willison publicou em 21 de julho a transcrição de um chat realizado neste mês no AI Engineer World's Fair com Cat Wu e Thariq Shihipar, da equipe do Claude Code na Anthropic. A conversa revela que o Claude Tag já assina 65% dos pull requests de engenharia de produto do time e que o prompt do sistema do Claude Code encolheu 80%. O modelo Fable permite criar funcionalidades em uma única tentativa, enquanto a cultura de "ant fooding" acelera o ciclo entre ideia e código entregue. O vídeo da sessão está no YouTube com transcrição editada e links adicionais.
Cat Wu descreveu a inversão no fluxo de trabalho: há dois anos, gerentes de produto passavam seis meses alinhando especificações detalhadas com equipes multifuncionais antes da primeira linha de código. Hoje, o intervalo entre ter a ideia e construí-la caiu drasticamente. A engenheira defende que desenvolvedores precisam aprimorar o senso de negócio e produto, pois a implementação deixou de ser o gargalo. Thariq Shihipar complementa que a qualidade dos outputs exige padrão mais alto — ele usa o Fable para editar vídeos que precisam atender à equipe de marca em poucas horas. Wu lembra que, no lançamento do Claude Code com Sonnet 3.7 em fevereiro de 2025, precisava monitorar cada prompt de permissão e frequentemente dizia não; agora delega a implementação rotineira e foca na experiência do usuário. Shihipar conta que testou o Opus 4 e pensou: "Preciso trabalhar na Anthropic agora", mas admite que já esqueceu a fricção dos prompts graças ao auto mode.
A Anthropic aposta no modo automático como tecnologia habilitadora do Claude Tag. Mudanças críticas no Claude Code ainda passam por revisão manual, mas as "camadas externas" do produto dependem cada vez mais de revisão de código automatizada. A equipe lança funcionalidades primeiro para funcionários da Anthropic e só libera o que demonstra retenção nesse grupo. Wu nota que exemplos no prompt de sistema deixaram de ser prática recomendada para modelos como Fable 5 ou Opus 4.8, e listas de proibições ("não faça X, não faça Y") reduzem a qualidade dos resultados nos modelos mais recentes. Shihipar aconselha combater o tédio induzido por agentes — o que chama de "Deep Blue" — assumindo trabalhos mais ambiciosos. A cultura de trabalhar em público nos canais abertos do Slack, mediada pelo Claude Tag, aparece como fator-chave do sucesso interno. Thariq usou o Fable para editar o próprio vídeo de lançamento da ferramenta, demonstrando competência em edição de vídeo. A Anthropic chama seu dogfooding de "ant fooding" e vê o auto mode como peça central para viabilizar o Claude Tag.