Anthropic põe modo automático do Claude Code como padrão em 14 de agosto
A mudança vale para novas sessões dos planos Pro, Max e Team, mas a empresa ainda não detalhou quais planos ficam de fora.
A mudança vale para novas sessões dos planos Pro, Max e Team, mas a empresa ainda não detalhou quais planos ficam de fora.
A Anthropic anunciou em 8 de agosto de 2026 que o modo automático passará a ser o padrão do Claude Code a partir de 14 de agosto. O recurso bloqueou 89% de ações perigosas em um teste com 1,053 usuários pagos, enquanto apenas 13.6% dos participantes humanos recusaram essas ações. A mudança afeta quem usa o Claude Code nos planos Pro, Max e Team.
A empresa aplicará a mudança às novas sessões da maioria dos planos do Claude Code. O comunicado não informa quais planos ficam fora nem exige outro requisito além do acesso a Pro, Max ou Team.
Antes, o Claude Code dependia mais das confirmações manuais do usuário. O teste trocou uma solicitação comum de permissão por um comando claramente perigoso durante cada sessão. Apenas 13.6% dos participantes recusaram a ação.
O modo automático bloqueou 89% dos mesmos comandos. Ainda assim, 11% passaram pelo mecanismo. O resultado sustenta uma vantagem sobre a aprovação humana constante, mas não mostra proteção completa.
Simon Willison destacou esse limite ao comentar o anúncio. Para ele, a fadiga causada por confirmações repetidas torna arriscado pedir que a pessoa clique em “OK” a cada poucos passos. O autor também separou dois riscos: o agente apagar arquivos errados ou limpar um banco de produção, e alguém esconder instruções maliciosas em conteúdo que o agente lê.
A Anthropic afirma ter contratado a Trajectory Labs para testar modelos nas versões públicas mais recentes do Claude Code e do Codex em 17 de julho de 2026. O estudo usou 72 cenários de injeção indireta de prompt mantidos fora dos testes da empresa.
Segundo o comunicado, nenhuma das 720 tentativas de ataque teve sucesso contra Claude Fable 5, Opus 5 ou Sonnet 5 com o modo automático ligado. Cat Wu afirmou que, nas categorias de risco avaliadas, “the risks are far lower than the average human reviewer”. A empresa também disse que publicaria mais avaliações nas semanas seguintes.
Esse resultado ainda é uma afirmação da própria Anthropic, mesmo com a participação de uma empresa externa. Willison pediu confirmação independente antes de considerar o problema resolvido. O anúncio também não demonstra como o modo automático reagiria a todo tipo de pacote ou ferramenta maliciosa.
O exemplo citado pelo autor envolve um pacote de terceiros que instrui o agente a buscar arquivos de modelo antes de rodar os testes. O comando uvx fetch-model-files . poderia chamar um pacote malicioso, capaz de extrair dados disponíveis, antes de executar uv run pytest.
Willison relaciona o risco ao uso de agentes com acesso amplo a dados e ferramentas. Ele já previu “a challenger disaster for coding agents security” para 2026 e disse esperar estar errado. A Anthropic, por enquanto, entregou métricas próprias e ampliou o uso padrão do recurso, mas não eliminou a necessidade de validação fora da empresa.