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Anthropic e Johns Hopkins montam primeiro mapa UV completo do céu

O astrofísico Brice Ménard reuniu 38 mil imagens espaciais no Claude Science e preencheu lacunas com cálculos estatísticos.

Edição: Anderson Gomes
· 3 min de leitura

Anthropic e Johns Hopkins montam primeiro mapa UV completo do céu
Imagem: Reprodução · Anthropic · reprodução · licença não declarada

O astrofísico Brice Ménard, pesquisador na Universidade Johns Hopkins e na Anthropic, publicou em 8 de outubro de 2026 o primeiro mapa astronômico completo do céu em luz ultravioleta. O projeto reuniu 38 mil observações de telescópios orbitais e usou o sistema Claude Science para calcular cerca de um terço de toda a imagem final, posicionando o centro galáctico no meio da projeção. A inteligência artificial preencheu o disco galáctico. O resultado serve como material didático para estudantes analisarem a estrutura da Via Láctea sem os pontos cegos deixados por satélites antigos.

A camada de ozônio da Terra bloqueia o ultravioleta e forçou a astronomia a lançar telescópios para o espaço ao longo dos últimos cinquenta anos. Enquanto o levantamento Gaia da ESA mapeia estrelas visíveis e a missão WISE da NASA capta a poeira aquecida no infravermelho, o ultravioleta flagra nuvens ao redor de astros recém-formados e anéis de supernovas. As ondas de rádio identificam gás hidrogênio. Já os raios X mostram matéria sugada por buracos negros, mas a dispersão de poeira estelar exige sensores ultravioleta calibrados.

Missão GALEX desligou sensores para proteger detectores

A missão GALEX, mantida pela NASA entre 2003 e 2013, registrou dois terços da abóbada celeste por meio de 38 mil imagens individuais. A equipe do satélite desligava os sensores diante de astros de alto brilho para impedir danos aos detectores no plano central da Via Láctea, onde a concentração estelar atinge o nível mais denso. O corte gerou vazios no mapa original. Dados posteriores da missão Swift, também da NASA, e do telescópio sul-coreano FIMS/SPEAR cobriram trechos menores, mas deixaram lacunas sem observação direta.

Para reconstituir essas lacunas, Ménard utilizou o Claude Science na orquestração de um grupo de agentes autônomos que localizaram acervos astronômicos públicos na web. Esses agentes operaram em paralelo para remover o clarão excessivo de estrelas muito luminosas e uniformizar fotos captadas sob condições divergentes ao longo de uma década. O software compatibilizou instrumentos com sensores e escalas ópticas diferentes para medir a luz ultravioleta tênue ao redor dos astros. O método exigiu calibração no nível do pixel.

Mapa combina medição real com predição estatística

O mosaico final sobrepõe dois comprimentos de onda: a radiação ultravioleta distante em 154 nanômetros e a faixa próxima em 232 nanômetros. Os agentes do Claude Science preencheram um terço da imagem por inferência estatística, adicionando camadas digitais que classificam cada pixel como medido por satélite ou previsto pelo modelo. Cada ponto carrega estimativas numéricas de incerteza. Astrônomos conheciam as fórmulas estatísticas necessárias para a interpolação, mas adiavam a tarefa manual diante de semanas de cálculos repetitivos.

Ménard afirma que a coordenação de agentes permitiu esvaziar uma pendência histórica que a comunidade científica engavetava por falta de prioridade operacional. A Anthropic usa a publicação para sustentar que seus modelos de inteligência artificial resolvem o processamento braçal de dados brutos na astrofísica moderna. O material, contudo, é um comunicado institucional da própria desenvolvedora e não passou por revisão independente de cientistas em periódicos especializados. A aferição cabe agora à comunidade acadêmica.

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Fonte: Comunicado oficial · Como produzimos as matérias