Modelos e LLMs

Anthropic diz que Claude Tag já faz 65% dos PRs da equipe

Integração no Slack apoia o trabalho interno, mas mudanças críticas ainda exigem revisão humana.

Reprodução · ai.engineer

Simon Willison publicou em 21 de julho de 2026 a transcrição editada de uma conversa com Cat Wu e Thariq Shihipar, da equipe do Claude Code, sobre agentes de programação, segurança e avaliação. O dado central é que o Claude Tag, integração colaborativa do Claude no Slack, já responde por 65% dos pull requests de engenharia de produto da equipe. A ferramenta serve primeiro aos funcionários da Anthropic, que testam recursos antes do lançamento público.

Claude Tag assume o trabalho externo

A conversa ocorreu na AI Engineer World’s Fair e também tratou de Fable, desenho de ferramentas, segurança de agentes e métricas de avaliação. Simon Willison disponibilizou o vídeo completo no YouTube e publicou uma versão editada da transcrição. O texto inclui destaques próprios de Willison.

A equipe ainda revisa manualmente as mudanças críticas no Claude Code. Para as camadas externas do produto, porém, os engenheiros dependem cada vez mais da revisão automática de código. O comunicado não informa quais arquivos entram em cada categoria.

A Anthropic libera recursos primeiro para seus funcionários. Segundo o relato, a empresa só lança os recursos que demonstram retenção entre esse grupo. O texto não informa requisito de acesso, data de disponibilidade pública ou se o Claude Tag já pode ser usado por clientes externos.

Cat Wu descreveu a mudança no trabalho diário. No início do Claude Code, os usuários acompanhavam cada ação e liam cuidadosamente todos os pedidos de permissão. Agora, segundo Wu, a equipe delega mais tarefas de implementação e usa o tempo liberado para decidir que experiência deve oferecer aos usuários.

Thariq Shihipar associou a mudança ao Opus 4, quando começou a usar o Claude Code. Ele disse que os resultados passaram a exigir um padrão mais alto, inclusive em tarefas de vídeo feitas com Fable. Shihipar afirmou ter usado o próprio Fable para editar o vídeo de lançamento da ferramenta.

Prompt menor, mas sem promessa de autonomia total

O sistema também mudou por dentro. O prompt de sistema do Claude Code encolheu 80%, segundo as notas de Willison. Para modelos como Fable 5 e Opus 4.8, a equipe deixou de tratar exemplos no prompt como prática preferencial.

Listas com instruções como “não faça X” e “não faça Y” podem reduzir a qualidade dos resultados dos modelos mais recentes, de acordo com o relato. A afirmação aparece na conversa, mas o material não apresenta teste, métrica ou comparação que permita medir essa perda.

A Anthropic chama o uso interno de suas próprias ferramentas de “ant fooding”. A empresa também aposta no modo automático do Claude Code e vê esse recurso como base para o Claude Tag. Ainda assim, a revisão humana continua nas mudanças consideradas críticas.

Cat Wu defendeu que engenheiros desenvolvam mais conhecimento de negócio e produto. Na avaliação dela, a distância entre ter uma ideia e construir algo diminuiu, enquanto a decisão sobre o que criar ganhou peso. Shihipar resumiu sua meta como fazer o trabalho de maior qualidade já produzido, em menos tempo.

O comunicado apresenta essas conclusões a partir da experiência da equipe da Anthropic. Ele demonstra o uso interno do Claude Tag, do Claude Code e do Fable, mas não oferece números independentes sobre produtividade, segurança ou retenção. Também não descreve uma liberação geral do Claude Tag.

Fontes

Simon WillisonModelos e LLMs
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