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Alibaba planeja cobrar receita de empresas que usam o Qwen

A regra deve atingir companhias maiores que vendem o modelo como serviço; a taxa ainda não foi definida.

Reprodução · AI News

A Alibaba planeja exigir parte da receita de empresas que oferecerem seu próximo modelo Qwen como serviço. A Reuters relatou o plano em 7 de agosto de 2026, segundo duas pessoas familiarizadas com a estratégia. A companhia ainda não definiu o percentual, mas uma regra parecida da Moonshot permite cobrar até 30% da receita em certos acordos. A mudança afeta empresas que transformam o modelo baixável em produto comercial.

Alibaba muda a regra para quem vende acesso

Hoje, a Alibaba cobra de desenvolvedores que acessam modelos hospedados em sua nuvem. Em geral, permite que clientes baixem seus modelos abertos e os executem em data centers próprios sem pagar licença. O próximo Qwen deve separar esse uso da oferta comercial do modelo como serviço.

Empresas maiores que gerarem receita com esse serviço precisarão negociar um acordo com a Alibaba. O plano não informa um limite de faturamento nem explica como a companhia calculará sua participação. O percentual continua indefinido.

A proposta também muda em relação aos modelos Qwen3 atuais. A Alibaba afirma que eles usam a licença Apache 2.0, que permite uso comercial, modificação e redistribuição dentro das condições do texto. O próximo modelo deve adotar termos diferentes. A empresa ainda não publicou esses termos.

“Open-weight” não quer dizer que todo o sistema esteja aberto. O formato disponibiliza os parâmetros treinados para download, mas não exige que dados de treinamento e código também sejam públicos. Pela definição da Open Source Initiative, um sistema de IA aberto precisa permitir uso, estudo, modificação e compartilhamento para qualquer finalidade.

Kimi K3 já impõe limites a serviços comerciais

A proposta da Alibaba se aproxima da licença usada pela Moonshot no Kimi K3. A empresa exige um acordo separado quando a receita combinada da companhia e de suas afiliadas supera US$ 20 milhões em qualquer período consecutivo de 12 meses. A regra vale para serviços que oferecem o modelo e para modelos derivados.

A licença também cria exigências para produtos voltados ao consumidor. Empresas precisam exibir o nome Kimi K3 quando o produto supera 100 milhões de usuários ativos mensais ou US$ 20 milhões em receita mensal. Uso interno e serviços oferecidos pela Moonshot ou por parceiros certificados de inferência ficam fora da regra.

Duas pessoas familiarizadas com os acordos da Moonshot disseram que os contratos podem incluir divisão de receita. Uma delas afirmou que a empresa pode exigir até 30% da receita envolvida. A Chinasoft International revelou ter um acordo com a Moonshot, mas não divulgou o percentual.

Paddy Srinivasan, CEO da DigitalOcean Holdings, confirmou que a empresa mantém um acordo comercial com a Moonshot e não revelou detalhes. Ele chamou o formato de “freemium”: empresas acessam o software com custo inicial baixo ou nulo, mas pagam por uso comercial em maior escala, serviços técnicos ou acesso antecipado a lançamentos futuros. A DigitalOcean oferece o Kimi K3 e outros modelos chineses.

Baixar o modelo não elimina o custo de operar a infraestrutura. O Kimi K3 tem 2,8 trilhões de parâmetros totais e ativa 104 bilhões em cada solicitação, segundo a Moonshot. Sua arquitetura mixture-of-experts reúne 896 especialistas e seleciona 16 para cada token.

A Moonshot interrompeu temporariamente novas assinaturas do Kimi K3 em julho. A empresa disse que o uso pressionou suas GPUs disponíveis. A Reuters informou que poucos usuários deveriam hospedar sozinhos um modelo desse tamanho.

A Alibaba usa arquitetura semelhante no Qwen3.8-Max. Segundo a Reuters, o modelo tem cerca de 2,4 trilhões de parâmetros e ativa aproximadamente 95 bilhões por solicitação. Provedores de nuvem podem cobrar pela hospedagem e pela inferência, mas o próximo Qwen ainda não tem licença nem taxa de participação publicados.

Fontes

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